Últimas notícias do Viking
Mundo, Historiografia, Arqueologia, Astronomia e Concursos para professores em todo o Brasil
Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de abril de 2013

ALFREDO VOLPI - Entre cores e bandeiras


Pintor nascido em Lucca, Itália. Veio com a família ao Brasil, fixando-se em São Paulo. Exerceu vários ofícios, inclusive o de decorador de interiores. Em 1914 executa sua primeira obra. Sua pintura caracteriza-se, até 1930, pela aproximação naturalista das formas e cores, resolvidas de maneira impressionista ou expressionista. Em 1925 inicia sua participação em mostras coletivas. Conhece Mário Zanini em 1927, sobre quem exerceu grande influência. Na década seguinte aproxima-se do Grupo Santa Helena. conheceu Ernesto de Fiori, que iria influenciá-lo de maneira decisiva. Desenvolve a partir de então um cromatismo mais vívido, em detrimento da textura, quase translúcida. Participa em 1938 do Salão de Maio e da I Exposição da Família Artística Paulista, ambos em SP. Em 1939, após visita a Itanhaém, inicia série de marinhas. Participa do VII Salão Paulista de Belas-Artes em 1940. Em 1941, do XLVII Salão Nacional de Belas-Artes do Rio de Janeiro, da I Exposição do Osirarte e do I Salão de Arte da Feira Nacional de Indústrias, em São Paulo. 
Faz sua primeira individual em sala alugada, na cidade de São Paulo. Em 1950 volta a Itália na companhia de Osir e Zanini. Seduz-se com a arte dos góticos, principalmente Giotto. Substitui, nesse período, gradativamente o óleo pela têmpera. Inicia, também, uma fase construtivista, que compreende um período estático, com fachadas e casas abstraídas, seguido a uma fase construtivista, que se transforma nos anos 60, em esquemas óticos e vibráteis puramente cromáticos, das bandeirinhas e fitas. Ganha, em 53, o prêmio da II Bienal Internacional de São Paulo, com o qual adquire fama. 
Os geométricos paulistas o apontam como seu precursor. Participa da XXVII Bienal de Veneza. Em 1956-57 participa da I Exposição Nacional de Arte Concreta. Em 1957 tem sua primeira retrospectiva, no MAM - Rio. Em 1975, no MAM - SP e em 1976 no MAC - Campinas. Em 1980, a galeria A Ponte, em São Paulo, faz a exposição retrospectiva Volpi/As Pequenas Grandes Obras/ Três Décadas de Pintura. Em 1984 participa da mostra Tradição e Ruptura, Síntese de Arte e Cultura Brasileiras, da Fundação Bienal. Em seu aniversário de 90 anos, o MAM-SP faz a exposição Volpi 90 Anos. Morre em 1988, em São Paulo. Em 1993 a Pinacoteca do Estado de São Paulo expõe Volpi - projetos e estudos em retrospectiva, Décadas de 40-70. Em Bienais, participou da I, II (Prêmio dePintura Nacional), III, IV (Sala Especial) e XV. Participa da mostra Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal.

Fonte: Aguilar, Nelson (org.).Catálogo Bienal Brasil Século XX. SP, Fundação Bienal, 1994.
http://www.artbr.com.br/casa/biografias/volpi/
Imagens: www.pinturabrasileira.com

quinta-feira, 7 de março de 2013

A História da cidade do Rio de Janeiro

Em 1 de janeiro de 1502 quando a primeira expedição portuguesa comandada por Gaspar de Lemos, veio explorar a costa brasileira, ao entrar na barra da Baía de Guanabara, confundiu-a com a foz de um grande rio, chamando-a de Rio de Janeiro. Este nome, desde então, passou a designar as terras que ficavam em torno daquela baía. Quando em 1534 D.João III, rei de Portugal, dividiu o Brasil em capitanias hereditárias, dois lotes foram doados a Martim Afonso de Sousa. O primeiro, que não foi colonizado, reverteu à Coroa, com o nome de Capitania do Rio de Janeiro. O segundo desenvolveu-se com o nome de São Vicente. Em 1555, invasores franceses, sob o comando de Nicolau Durand de Villegaignon, instalaram-se nas ilhas da Baía de Guanabara com o propósito de fundar a França Antártica. Fizeram aliança com os primitivos habitantes da terra, os índios tamoios, ameaçando seriamente o domínio português no Brasil. Os governadores-gerais do Brasil - Duarte da Costa e Mem de Sá - tentaram expulsar os franceses do Rio de Janeiro e não conseguiram. A conselho dos jesuítas Nóbrega e Anchieta, a rainha-regente D. Catarina, resolveu ordenar a fundação de uma cidade às margens da Baía de Guanabara que teria como função principal a defesa desse trecho do litoral brasileiro.
Assim, no dia 1 de março de 1565, Estácio de Sá desembarcou numa praia entre o Pão de Açúcar e o Morro Cara de Cão, instalando oficialmente a cidade que se chamou São Sebastião do Rio de Janeiro em homenagem ao rei-menino de Portugal D. Sebastião e ao santo do mesmo nome, que se tornou o padroeiro da cidade. Durante cerca de dois anos, Estácio de Sá comandou a defesa da cidade, aproveitando-se do relevo acidentado da área para construir tranqueiras que impediam a aproximação do inimigo. As lutas, nesse tempo, eram de emboscadas. A expedição de Estácio de Sá que, não era grande, partiu de Portugal e foi acrescida de soldados recrutados entre pequenas povoações da Bahia, Espírito Santo e São Vicente. Muitos índios, como os Temiminós, participavam da defesa portuguesa, contudo, o contingente era ainda deficiente para destroçar as forças francesas e tamoias. Por isso, o próprio governador-geral Mem de Sá saiu de Salvador, então capital da Colônia, e veio ajudar seu sobrinho Estácio de Sá no combate aos franceses. A 20 de janeiro de 1567, trava-se uma batalha decisiva, no forte Uruçumirim (local do atual Outeiro da Glória), e os franceses foram obrigados a abandonar suas instalações, retornando à França. Três dias depois, foi destruído o último reduto francês, o Forte de Paranapecu, na Ilha do Governador. Era a expulsão definitiva do inimigo e a primeira vitória para a cidade recém-fundada que, até hoje, guarda por tradição alguns dos fortes que serviram para consolidar o domínio português. No combate de Uruçumirim, Estácio de Sá foi mortalmente ferido no rosto por uma flecha envenenada, vindo a falecer um mês depois. A administração da cidade passa, então, a ser feita pelo próprio governador-geral Mem de Sá que logo providenciou a transferência da urbe para lugar mais seguro e espaçoso, o alto de um morro, que teve várias denominações, entre elas: Descanso e São Januário, consagrando-se, contudo, a de Morro do Castelo, mais tarde demolido, onde, hoje, se encontra a Esplanada do Castelo. Em 1568, Mem de Sá retorna a Salvador e deixa outro sobrinho - Salvador Correia de Sá -administrando o Rio de Janeiro.
Ilustração primordial mostrando os bairros mais
famosos do Rio que logo surgiriam na mata fechada 
A cidade foi crescendo no Morro do Castelo, onde foram construídos os primeiros prédios importantes, como a Casa da Vereança, a Igreja Matriz de São Sebastião, o Colégio dos Jesuítas, a Igreja de Santo Inácio, armazéns e residências. Para efetivar o povoamento da região, sesmarias são distribuídas por todo o sertão carioca e começam a surgir os engenhos de açúcar, as lavouras, os curtumes. Onde houvesse uma pequena comunidade, aparecia uma capelinha, a fim de que os colonos pudessem cumprir seus deveres de católicos. Em pouco tempo a cidade começa a descer o morro e espalhar-se pela várzea. Ainda no final do século XVI começam a chegar os primeiros escravos da África para trabalhar nos engenhos de açúcar. Segundo estimativa de Anchieta, a população do Rio de Janeiro e arredores era de 3.850 habitantes, sendo 3.000 índios, 750 brancos e 100 negros. Distingui-se o século XVII do anterior, no que se refere à vida da Cidade do Rio de Janeiro, pela época em que se formou o espírito cívico da população, tempo em que os cariocas aprenderam a resolver seus problemas cotidianos. Ao iniciar-se aquele século, existia à margem da Baía de Guanabara um modesto povoado, de casas de barro e pau-a-pique, mal alinhadas, que se estendeu até a várzea sem a menor preocupação de urbanização. No final do mesmo século estava a cidade constituída não, apenas, administrativa mas, também, socialmente. Desdobravam-se as ruas na baixada central, aquelas modestas casinhas cediam lugar a numerosos sobrados na Rua Direita. Até o governador da cidade foi residir naquela rua, que hoje é a Primeiro de Março. Foi o século da agricultura, da fixação dos povoadores nas sesmarias distribuídas pelos governadores e da construção dos conventos de três importantes ordens religiosas que aqui se haviam estabelecido - Beneditinas, Franciscanas e Carmelitas - respectivamente Mosteiro de São Bento, Convento de Santo Antônio e Convento do Carmo. Foi, também, quando se deu a primeira rebelião popular da cidade que abalou até a confiança da Coroa Portuguesa. A população do Rio de Janeiro, nessa época, atingiu a 12.000 habitantes. No século XVIII, a zona urbana do Rio de Janeiro começa a ampliar seus limites além da " Vala" , hoje Rua Uruguaiana, estendendo-se as novas ruas às imediações do "Campo da Cidade", onde mais tarde se situou o Campo de Santana.
Com a extinção da Companhia de Jesus, em 1759, as fazendas e engenhos da zona rural, "o sertão carioca", começaram a se repartir em pequenas chácaras, vivendas confortáveis de arrabaldes que se originavam nas zonas norte e sul da cidade. Era o surgimento de São Cristóvão e Botafogo, como áreas novas procuradas pela população. A presença dos vice-reis no Rio de Janeiro estimulou uma vida social mais intensa e, surgem a partir de 1767 os primeiros teatros da cidade: A Casa da Ópera, do Padre Ventura, e o teatro de Manuel Luís. Os transportes para pequenas distâncias aumentam: cadeirinhas, liteiras, serpentinas e palanquins são vistos com freqüência no fim do século.
As festas populares se aprimoram com a vinda, em 1808, da família real portuguesa para o Brasil, aparecendo o desfile de "carros de idéias", que seriam um prenúncio dos préstitos carnavalescos. O aspecto geral da cidade, também, melhorou com as primeiras medidas sanitárias além de outras, visando à infra-estrutura urbana: calçamento das Ruas da Vala e do Cano, aterro de lagoas da zona urbana, isolamento de leprosos num hospital, construção de um cais, abertura dos primeiros jardins e praças, iluminação com lampiões de azeite de peixe, construção de chafarizes, úteis e belos, graças a primeira adutora do Carioca. Surgem, ainda, os primeiros prédios públicos dignos de uma capital, como o Palácio dos Governadores (o Paço Imperial na Praça Quinze de Novembro), o Palácio Episcopal, no Morro da Conceição, o Senado da Câmara ( no mesmo local onde hoje está o Palácio Tiradentes ), a Casa do Trem ( posteriormente Arsenal de Guerra, hoje Museu Histórico Nacional ), o Arsenal da Marinha, o Hospital Militar e vários quartéis de Infantaria, Artilharia e Cavalaria. Muitas igrejas se erguem, como a do Carmo (na Praça Quinze de Novembro) e a de São Francisco da Penitência (ao lado do Convento de Santo Antônio). Capelas e pequenas ermidas de séculos anteriores se transformam em imponentes templos. A população aumenta, o comércio se expande, o porto melhora. O café começa a ser cultivado no Rio de Janeiro e, segue o seu caminho pelo Vale do Paraíba. A cidade , porém, não perde suas tradições provincianas: horas anunciadas pelos badalos de sinos, relógios de sol, comemorações religiosas, procissões promovidas com aparato pelas irmandades rivais, casas sem venezianas, poucos divertimentos para as mulheres. Assim, com cerca de 50.000 habitantes, o Rio de Janeiro chega ao final do século XVIII. Muitos melhoramentos recebeu a cidade no século XIX. Se compararmos à pequena capital da Colônia encontrada por D. João, com a extensa cidade deixada por D. Pedro II, veremos que muitas diferenças se faziam notar, a começar pelos limites da parte urbana que eram bem outros. Enquanto no alvorecer do século XIX, no tempo dos Vice-Reis, o núcleo urbano atingia apenas o Campo de Santana - ainda um simples terreno baldio, sem jardins - no final do mesmo século a urbanização do Centro ultrapassava o Largo do Rossio Pequeno, depois Praça Onze de Julho e, fazia-se necessária a drenagem dos pântanos que atingiam São Cristóvão, através do Canal do Mangue. A evolução dos transportes coletivos, o trem e o bonde assinalaram o desenvolvimento dos subúrbios e dos novos bairros residenciais, antes sertão da cidade.
O abastecimento de água domiciliar que obrigou o governo a captar novos mananciais fluminenses, também, possibilitou a fixação de uma população mais numerosa. A iluminação a gás, a partir de 1854, depois a implantação da eletricidade, foram fatores importante na transformação do Rio.
O problema das comunicações, com muitas introduções de novos processos, como o telégrafo, o correio domiciliar, o cabo submarino para o telégrafo e até o telefone, foi outro aspecto importante de modernização. Medidas a favor da higiene, como o sistema de esgotos, construção de hospitais e cemitérios públicos vieram contribuir para reformular o conceito negativo que os estrangeiros tinham do Rio. Os acontecimentos políticos, como a Guerra do Paraguai, a Campanha Abolicionista e a própria Proclamação da República, repercutiam intensamente nesta capital, a ponto de influir diretamente na mudança da nomenclatura dos lugares públicos. As conseqüências desses eventos não se refletiram somente nesse aspecto mas, sim, no próprio estilo de vida do carioca, isto é, sobre a sociedade de então. Por exemplo, a falta do trabalho escravo nas velhas mansões apalacetadas do Segundo Reinado, vivendas que possuíam imensos jardins e numerosos cômodos a zelar, obrigou muitos nobres senhores a se desfazerem das mesmas. O próprio Governo Provisório comprou alguns desses palácios e os utilizou para suas repartições públicas. Tal foi o caso do Palácio Itamarati, transformado, depois, em Ministério das Relações Exteriores, onde hoje funciona o Museu Histórico e Diplomático do Palácio Itamarati. A mudança do sistema de governo monárquico em republicano, de certa forma, também influiu na democratização das moradias. O desaparecimento da classe nobre igualou os cidadãos da nova República e, as grandes chácaras da Tijuca, Andaraí, Botafogo e Laranjeiras foram loteadas, exigindo menor número de serviçais. As que se mantiveram foram ocupadas por hotéis, colégios, asilos, prédios públicos e, quando muito desvalorizadas, se transformaram em "cabeças de porco" ou "cortiços". A cidade crescia para os lados do mar, na zona sul, de maneira a arejar mais o centro. Em 6 de julho de 1892 a Companhia Ferro Carril Jardim Botânico abria o primeiro túnel para ligar o Centro ao longínquo bairro praiano de Copacabana.
No início do século XX, na gestão do prefeito Pereira Passos que participara no Segundo Reinado da construção da Estrada de Ferro Corcovado, o Rio sofreu uma grande transformação que lhe daria um aspecto inteiramente modernizado. O presidente da República Rodrigues Alves dera carta branca a Pereira Passos e a seus principais auxiliares: Oswaldo Cruz e Francisco Bicalho. Este foi o construtor do novo Porto do Rio de Janeiro, inaugurado em 1910. Oswaldo Cruz saneou a cidade, acabando com três epidemias terríveis que vinham assolando a população a cada ano: febre amarela, varíola e peste bubônica. Destacou-se, ainda, a figura do engenheiro Paulo de Frontin, encarregado de construir a maior parte das obras projetadas pelo prefeito Pereira Passos. Os melhoramentos de Pereira Passos atingiram a cidade de ponta a ponta, começando pelo Centro, onde se abriu a Avenida Central, hoje Rio Branco, a mais larga da época. Outras ruas foram rasgadas e, muitas, alargadas na área central; jardins remodelados, outros criados. Os subúrbios, também, foram beneficiados. A Floresta da Tijuca teve seus caminhos alargados, a Avenida Beira Mar foi aberta até Botafogo. Depois de Pereira Passos, outros prefeitos realizaram obras notáveis na cidade como, por exemplo, Carlos Sampaio que iniciou o arrasamento do Morro do Castelo, abrindo novo espaço para a urbanização de uma grande área no Centro, onde seriam inaugurados vários Ministérios. A derrubada do Morro do Castelo levou consigo boa parte da história do início da cidade do Rio de Janeiro que lá se instalara, quando da expulsão, definitiva, dos franceses, no século XVI. Em 12 de outubro de 1931 foi inaugurado o Cristo Redentor, maior símbolo da cidadedo Rio de Janeiro.
Até 1945 surgiram importantes avenidas como a Presidente Vargas e a Brasil. São dessa época o Parque da Cidade, na Gávea, o Jardim de Alah, o Corte do Cantagalo e a estrada cimentada para o Corcovado.
Nos anos de 1950 e 1960 foram destaques: a demolição de boa parte do Morro de Santo Antônio, para o aterro do Parque do Flamengo. Apesar da mudança da capital para Brasília, em 1960, o Rio de Janeiro, transformado em cidade-estado da Guanabara, continuou sendo importante pólo turístico, cultural e comercial. Os investimentos públicos se intensificaram nas áreas mais ricas, acelerando o processo de especulação imobiliária. A única cidade-estado do país ficou sob a administração do, então, governador Carlos Lacerda, o primeiro da Guanabara, que desativou o serviço de bondes, substituindo-os por ônibus elétricos, de curta existência. Abriu dois túneis complementares em Copacabana, além do túnel Santa Bárbara, entre os bairros de Catumbi e Laranjeiras e, ligou as zonas norte e sul, com o túnel Rebouças, na época o maior túnel urbano do mundo. Urbanizou o aterro do Flamengo, construiu a Rodoviária Novo Rio. Realizou a política de construção de viadutos e vias expressas para desafogar o trânsito, adotando o Plano Doxiades, do qual resultou, anos depois, a construção das linhas Vermelha e Amarela. Levantou bairros proletários para a população de favelas, removendo-as dos morros da cidade. Deu término à construção de adutora para a normalização do fornecimento de água à cidade. No final da década de 1960 e nos anos de 1970, grandes obras foram realizadas: o alargamento da praia de Copacabana, tornando sua curva atlântica ainda mais encantadora; o elevado da Avenida Paulo de Frontin; a primeira etapa da auto-estrada Lagoa-Barra; a ponte Rio-Niterói e o Metrô. O urbanismo moderno encontrou sua última expressão no Plano Lúcio Costa para a Baixada de Jacarepaguá e Barra da Tijuca. Em 1975, com a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, a cidade passou a ser a capital do estado com o título de Município do Rio de janeiro. A década de 90 foi importante e representou mudança para a vida da cidade. Podemos apontar o ano de 1992, com a escolha do Rio de Janeiro como centro mundial do debate sobre desenvolvimento e meio-ambiente, com a Eco 92. Este fato desencadeou uma série de ações governamentais traduzidas em investimentos na cidade, além de devolver a autoestima do carioca. A partir de 1993, com uma nova gestão de governo, a cidade do Rio de Janeiro experimentou uma fase marcada por grandes obras públicas, programas sociais, a volta à ordem pública, saneamento financeiro que transformaram o Rio de Janeiro em uma cidade pronta para enfrentar os desafios do novo milênio. A construção da Linha amarela, importante via de ligação entre a Zona Norte e Zona Oeste; o Programa Favela-Bairro, que integra as favelas do Rio de Janeiro ao tecido urbano da cidade; o Rio Cidade, são exemplos de intervenções urbanas que procuram garantir bem-estar e funcionalidade de serviços à população. Num país de civilização jovem como o Brasil, uma cidade de quatrocentos e trinta e cinco anos representa um patrimônio que deve ser zelado pelos brasileiros e conhecido pelos estrangeiros, já que possui um espírito formado através de muitas gerações, que trabalharam em seu solo, lutando contra obstáculos imensos. Por circunstâncias várias, o Rio de Janeiro foi sempre uma cidade aberta a todos. É aí que reside a sua principal característica: a alma carioca da cidade, essa alma tão conhecida pelo seu humor, pela sua espontaneidade, pela sua hospitalidade, pela sua grandeza em acolher a todos com o mesmo amor.

O Rio de Janeiro hoje:

É a 2ª maior cidade brasileira e 3ª maior da América do Sul, após São Paulo e Buenos Aires - em população. Possui uma área de 1.182 km² e mais de seis milhões de habitantes em sua área urbana. Cerca de 95,8% da população é alfabetizada, existindo cerca de 1.696 estabelecimentos de ensino pré-escolar, 2.204 do ensino fundamental e 598 do ensino médio. Além disso, em 2007, possuía 1.595 estabelecimentos de saúde total (sendo 172 públicos), 21.103 leitos, 1.062 agências e 1.801.863 domicílios permanentes registrados. A capital do turismo no Brasil, aos poucos vem perdendo espaço nesse segmento, em razão da violência urbana, tráfico de drogas, epidemias (de dengue - a mais recente e também a maior em número de casos, do país), poluição de suas praias e o caos do seu trânsito urbano. A cidade possui um dos mais movimentados portos da América Latina, bem como o é o segundo maior centro de movimento de aeronaves (aeroportos de Santos Dumont e Galeão). O cartão postal do país, lembrado pelo Pão de Açúcar, Corcovado e pelo melhor carnaval do mundo é também um grande centro cultural, artístico e industrial do país, configurando como metrópole continental e segunda mais importante cidade brasileira.

P.S.: O gentílico "carioca", aos nascidos na cidade, só foi usado a partir de 1834, quando da criação do município neutro desmembrado da província do Rio de Janeiro. Antes disso, os nascidos aqui eram chamados de fluminenses, como ainda o são os nascidos no Estado do Rio de Janeiro, não na cidade. Gentílico derivado da palavra latina flumens: rio.
A origem do topônimo carioca - cari=branco + oca=casa --, ou seja casa de branco, numa alusão a casa de pedra mandada erguer por Gonçalo Coelho, na expedição portuguesa de 1503, o primeiro desembarque de europeus em terra do Rio de Janeiro. No entanto é um argumento pouco provável. É mais fácil acreditar que o local era chamado pelos tamoios de Acari-oca, toca de acará, peixe abundante naquela praia. Do local o nome passou a designar os habitantes do Rio de Janeiro.

Fonte: http://www.portalbrasil.net/
P.S.(2) Essa matéria é dedicada a aluna "Camila" que esta sendo uma carioca por alguns dias...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Victor Brecheret- O escultor com a cara de São Paulo


[creditofoto]Victor Brecheret  foi um escultor ítalo-brasileiro, considerado um dos mais importantes do país. É responsável pela introdução do modernismo na escultura brasileira. Sua figura ficou marcada pela boina que costumava vestir, ressaltando uma imagem tradicional do "artista".
Nascido "Vittorio Breheret" (sem a letra 'c' no sobrenome) nasceu em Farnese, numa pequena localidade não distante de Roma, no dia 22 de fevereiro de 1894, filho de Augusto Breheret e Paolina Nanni, esta última falecida quando o pequeno Vittorio tinha apenas seis anos de idade. Foi abrigado pela família do tio materno, Enrico Nanni, e com sua família emigrou para o Brasil ainda na infância.
No Brasil, tornou-se "Victor Brecheret" e já com mais de trinta anos de idade recorreu à Justiça para inscrever seu registro nascimento tardiamente no Registro Civil do Jardim América (município de São Paulo).
"Graça", exposta na Galeria Prestes
 Maia, em São Paulo.
Assim Brecheret consolidava a sua nacionalidade brasileira, embora tivesse nascido na Itália. Este tipo de "regularização" era muito comum entre imigrantes italianos na primeira metade do século XX no Brasil.

Em 1912, Victor Brecheret estudou desenho, modelagem e entalhe em madeira no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. No ano seguinte, viajou a Roma, onde viveria durante cinco anos. Lá, tornou-se discípulo de escultor Arturo Dazzi e abriu seu primeiro ateliê. Em 1919, regressou a São Paulo, montando seu ateliê no Palácio das Indústrias, num espaço cedido pelo arquiteto Ramos de Azevedo. Um ano depois, Brecheret conheceu artistas do movimento modernista, como Di Cavalcanti e os escritores Menotti Del Picchia, Mario de Andrade e Oswald de Andrade.

Monumento às Bandeiras


Por encomenda do governo paulista, concebeu uma obra grandiosa, uma escultura de grandes dimensões, o "Monumento às Bandeiras". A obra seria desenvolvida ao longo cerca de 30 anos, tendo sua execução se iniciado em 1936 e sua inauguração acontecido em 1953. Em 1921 Brecheret realizou uma viagem de estudos a Paris, com bolsa do governo de São Paulo. Lá aperfeiçoou seu trabalho sob a influência da escultura cubista, do escultor Brancusi e da Arte Decô. Em 1922, embora ausente, participou da Semana de Arte Moderna, expondo suas esculturas no saguão do Teatro Municipal de São Paulo.

Ficheiro:Victor Brecheret - Túmulo de Olívia Guedes Penteado.JPG
Túmulo de Olívia Guedes Penteado, Cemitério da Consolação
Ainda na Europa realizou diversas exposições, sendo premiado pela Sociedade dos Artistas Franceses. De volta a São Paulo, foi um dos fundadores da Sociedade Pró-Arte Moderna. Em 1951 foi premiado na I Bienal de São Paulo, como melhor escultor nacional. No ano seguinte participou da Bienal de Veneza. Brecheret morreu em 1955, aos 62 anos. Dois anos depois, a Bienal prestou-lhe uma homenagem, dedicando ao artista uma sala especial com 61 esculturas e vinte desenhos.


Fonte e Imagens: http://educacao.uol.com.br/biografias/victor-brecheret.jhtm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Victor_Brecheret


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A Proclamação da República... Muda os poderes, mas não muda as curiosidades...



Antecedentes

E viva a Republica! E os pasteizinhos da dona Lola!!!

De certa forma a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889 foi a nossa Revolução Francesa que tardou cem anos a chegar. Foi com a República que implantou-se o Federalismo, o sistema Presidencialista, a independência dos Poderes, bem como a separação do Estada da Igreja. Terminou-se com a hierarquia baseada no nascimento e na tradição de família substituindo-a pela forma republicana e democrática baseada no talento pessoal e no mérito. Ela foi obra de militares e de um escasso grupo de civis do Partido Republicano, fundado em 1873.

Os militares a crise do Império

O Império havia sempre dado preferência pela Marinha de Guerra, arma aristocrática. Foi a longa e dolorosa Guerra do Paraguai, travada entre 1865 e 1870, que terminou por projetar o exército Brasileiro como força política. ao ter que armas e adestrar milhares de soldados e oficiais o Império terminou inclinando o peso da balança do poder para os soldados. Também foi fator marcante da atitude cada vez mais republicana por parte da oficialidade o seu contato com os militares da Argentina e do Uruguai durante a guerra paraguaia. Até 1889 o brasil era o único Império existente na América inteira. Todas as demais nações vizinhas eram Republicanas. É claro que a guerra serviu para atiçar o ardor nacionalista das tropas o que levou a oficialidade a hostilizar cada vez mais o Conde D'Eu, de origem francesa, o marido da Princesa Isabel e provável sucessor de fato do velho Imperador D. Pedro II. Tamanho passou a ser o receio de que o exército desse um golpe depois de sua vitória contra o Paraguai que as autoridades imperiais resolveram cancelar a marcha da vitória que seria realizada pelas tropas vindas da guerra recém finda. Vários militares converteram-se não apenas ao republicanismo como também ao abolicionismo. Entre eles destacou-se o coronel Sena Madureira que publicamente parabenizou os jangadeiros cearenses quando aqueles negaram-se a transportar escravos em suas embarcações apressando a abolição da escravatura no Ceará. Sena Madureira foi repreendido pelo Ministro Civil que o puniu. Foi que bastou para que vários oficiais se tornassem solidários com Sena Madureira, entre outros o Marechal Deodoro da Fonseca.

Os militares e a abolição

Marechal Deodoro da Fonseca
_Terei errado???
Entremente o movimento abolicionista estimulava tanto no Rio de Janeiro como em São Paulo as fugas em massa dos escravos. As matas do vale do Parnaíba estavam repletas de fugitivos. Seu número chegou a tal expressão que as autoridades imperiais cogitaram de utilizar-se do Exército para recapturá-los. Foi então que o Marechal Deodoro da Fonseca enviou-lhes um telegrama negando-se a transformar seus soldados e oficiais em "capitães do mato". A um Exército que recém vinha de uma guerra vitoriosa repugnava ser lançado em indignas operações policiais. Desta forma eles se colocavam objetivamente a favor da abolição o que ocorreu logo em seguida.

Os republicanos

Os dois maiores partidos brasileiros eram monarquistas: o Partido Liberal e o Partido Conservador. Desde o governo de conciliação de 1853 eles se alternavam no poder sem grandes litígios. Na prática o Brasil era um país com governo extremamente centralizado apesar da aparência parlamentarista. Inspirados então pela proclamação da 3ª República francesa, políticos paulistas resolveram primeiro lançar um Manifesto Republicano em 1870 e depois formalizaram a fundação de um partido três anos depois, em 1873. Quando a República foi proclamada pelos militares em 15 de novembro, os civis republicanos eram uma escassa minoria espalhada pelo país. Na verdade eram ilhas minúsculas cercadas pelos partidários da monarquia por todos os lados. Mas os esforçados e coesos republicanos exploraram bem os constantes atritos que o exército passou a ter com os governos imperiais. Dado a sua pouca representatividade eles perceberam que dificilmente a monarquia seria destituída sem o socorro das armas do Exército. Assim a imprensa republicana passou a vigiar cada manifestação dos oficiais bem como colocou suas páginas para que eles dessem vazão a sua insatisfação. Aqui no Rio Grande do sul o jornal republicano "A Federação" dirigido por Júlio de Castilhos não media esforços para abrir mais e mais as brechas abertas entre os oficiais e o Imperador. Inclusive foi num sítio de propriedade de Júlio de Castilhos onde, vários meses antes da proclamação republicana, adotou-se a tática de estimular os militares ao golpe.



Agora veja: 10 curiosidades sobre a Republica no Brasil

Putz! Chamem o carpinteiro! O troninho
tá podre!!!

  1. - O primeiro a dar o grito da República foi o sargento-mor e vereador de Olinda Bernardo Vieira de Melo. O militar lançou a proposta em 10 de novembro de 1710 porque estava insatisfeito com a exploração abusiva do país pelos monarcas portugueses. O pedido foi rejeitado.
  2. - Ao proclamar a República, Deodoro da Fonseca estava com um ataque de dispneia. Foi tirado da cama no meio da noite para comandar o cerco ao Ministério. Foi sem a espada, porque seu ventre estava muito dolorido. O cavalo baio que usou não foi mais montado até a sua morte, em 1906.
  3. - Deodoro havia decidido apoiar os republicanos quatro dias antes. “Eu queria acompanhar o caixão do imperador, que está idoso e a quem respeito muito. Mas o velho já não regula bem, Portanto, já que não há outro remédio, leve à breca a Monarquia. Que venha, pois, a República”, disse.
  4. - Quando passou pelo portão do Ministério da Guerra, o marechal acenou com o quepe e ordenou às tropas que se apresentassem. As tropas se perfilaram e ouviram-se os acordes do Hino Nacional. Estava proclamada a República. Não houve derramamento de sangue.
  5. - Mesmo depois de proclamada a República, ninguém quis levar o telegrama com a notícia para D. Pedro II, que estava em seu palácio em Petrópolis. No meio da noite, o major Sólon Ribeiro foi ao encontro do Imperador, que teve que ser acordado.
  6. - Com medo de manifestações a favor da monarquia, os líderes do movimento pediam que D. Pedro II e sua família partissem naquela mesma madrugada. Dizem os relatos que a Imperatriz Tereza Cristina chorou, que Isabel ficou muda e que o Imperador apenas soltou um desabafo: “Estão todos loucos!”
  7. - Antes de viajar, no dia 17 de novembro, D. Pedro II escreveu uma mensagem: “Cedendo ao império das circunstâncias, resolvo partir com toda a minha família para a Europa amanhã [...] Ausentando-me, conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança, fazendo votos por sua grandeza e prosperidade.”
  8. - No momento de embarcar, o imperador recebeu um convite de seu sobrinho, D. Carlos, rei de Portugal, colocando à sua disposição um dos seus palácios em Lisboa. Pedro agradeceu, mas não aceitou a oferta. Anos depois, Pedro II morreu deitado num travesseiro que ele encheu com terra brasileira.
  9. - No dia 5 de dezembro de 1889, o navio Alagoas chegou a Lisboa. A viagem da família real durou 18 dias. Apesar de ter sido recebido com honras, ele preferiu se hospedar com a imperatriz Teresa Maria num hotel na cidade do Porto. Depois de 23 dias, Teresa Cristina faleceu no quarto do hotel.
  10. Agora, veja esse quadro dos presidentes que já passaram no nosso querido e amado poder brasileiro e reflita:
  11. Algo não deu certo...

Fonte: http://www.historiadigital.org/historia-do-brasil/brasil-republica/republica-velha/10-curiosidades-sobre-a-proclamacao-da-republica/ Guia dos Curiosos: 10 curiosidades sobre a Independência do Brasil
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/500br/republica.htm

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A História da cidade de São Paulo (um pequeno resumo para uma grande cidade)

História
Avenida Paulista - 1902 - Acervo Instituto Moreira Salles
Os padres jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega subiram a Serra do Mar, nos idos de 1553, a fim de buscar um local seguro para se instalar e catequizar os índios. Ao atingir o planalto de Piratininga, encontraram o ponto ideal. Tinha “ares frios e temperados como os de Espanha” e “uma terra mui sadia, fresca e de boas águas”.Os religiosos construíram um colégio numa pequena colina, próxima aos rios Tamanduateí e Anhangabaú, onde celebraram uma missa. Era o dia 25 de janeiro de 1554, data que marca o aniversário de São Paulo. Quase cinco séculos depois, o povoado de Piratininga se transformou numa cidade de 11 milhões de habitantes. Daqueles tempos, restam apenas as fundações da construção feita pelos padres e índios no Pateo do Collegio.
Piratininga demorou 157 anos para se tornar uma cidade chamada São Paulo, decisão ratificada pelo rei de Portugal. Nessa época, São Paulo ainda era o ponto de partida das bandeiras, expedições que cortavam o interior do Brasil. Tinham como objetivos a busca de minerais preciosos e o aprisionamento de índios para trabalhar como escravos nas minas e lavouras. Em 1815, a cidade se transformou em capital da Província de São Paulo. Mas somente doze anos depois ganharia sua primeira faculdade, de Direito, no Largo São Francisco. 
A partir de então, São Paulo se tornou um núcleo intelectual e político do país. Mas apenas se tornaria um importante centro econômico com a expansão da cafeicultura no final do século XIX. Imigrantes chegaram dos quatro cantos do mundo para trabalhar nas lavouras e, mais tarde, no crescente parque industrial da cidade. Mais da metade dos habitantes da cidade, em meados da década de 1890, era formada por imigrantes.
No início dos anos 1930, a elite do Estado de São Paulo entrou em choque com o governo federal. O resultado foi a Revolução Constitucionalista de 1932, que estourou no dia 9 de julho (hoje feriado estadual). Os combates duraram três semanas e São Paulo saiu derrotado. O Estado ficou isolado no cenário político, mas não evitou o florescimento de instituições educacionais. Em 1935 foi criada a Universidade de São Paulo, que mais tarde receberia professores como o antropólogo francês Lévi-Strauss. Na década de 1940, São Paulo também ganhou importantes intervenções urbanísticas, principalmente no setor viário. A indústria se tornou o principal motor econômico da cidade. A necessidade de mais mão-de-obra nessas duas frentes trouxe brasileiros de vários Estados, principalmente do nordeste do país. 
Pátio do Colégio
Na década de 1970, o setor de serviços ganhou maior destaque na economia paulistana. As indústrias migraram para municípios da Grande São Paulo, como o chamado ABCD (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema). Hoje, a capital paulista é o centro financeiro da América Latina e por isso ainda recebe de braços abertos brasileiros e estrangeiros que trabalham e vivem na cidade de São Paulo, em um ambiente de tolerância e respeito à diversidade de credos, etnias, orientações sexuais e tribos.

Dados da cidade:
De acordo com o IBGE, a população do município de São Paulo é de 10.886.518 habitantes. Se for considerada a região metropolitana, ou seja, os 38 municípios que circundam a capital, a população chega a aproximadamente 19 milhões de habitantes. 
Turismo
11,7 milhões de visitantes em 2010, sendo 10,1 milhões de turistas nacionais e 1,6 milhão de estrangeiros. O crescimento foi de 3,54% em relação a 2009.
56,1% dos turistas vêm a negócios; 22,4% para participar de eventos; 10,9% a lazer; 4,0% para estudos; 2,6% para visitar parentes e amigos e 2,5% para assuntos relacionados a saúde.
Gastos totais nas viagens

Turistas domésticos:
- R$ 480,11 (Hotéis de Categoria Luxo), R$ 387,07 (Categoria Midscale) e R$ 120,38 (Categoria Econômico)
- 32,5% com Vestuário; 15,2% com Livros; 7,6% com Perfumaria; 7,3% com CD/DVD; 6,6% com Telefone Celular; 6,2% com Brinquedos; 5,8% com Eletro-eletrônicos; 4,6% com Jóias e Bijuterias e Relógios e Óculos e 1,9% com Eletrodomésticos
- em sua maioria são provenientes do Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre
- ficam 3,3 dias, com gastos que variam entre R$ 1.600 e R$ 3.500

Turistas Internacionais:
- R$ 775,23 (Hotéis de Categoria Luxo), R$ 550,37 (Categoria Midscale) e R$ 380,18 (Categoria Econômico)
- 31,7% com Vestuário; 10,6% com Brinquedos; 9,8% com Perfumaria; 8,9% com Livros; 8,1% com Telefone Celular; 7,3% com CD/DVD; 4,9% com Relógio e Óculos; 3,7% com Jóias e Bijuterias e 2,8% com Eletro-eletrônicos e Eletro-domésticos
- em sua maioria são provenientes dos Estados Unidos, Argentina, Espanha e Itália
- ficam 5,3 dias com gastos que variam entre R$ 2.000 e R$ 5.000
São Paulo é sede:

  • 38% das 100 maiores empresas privadas de capital nacional
  • 63% dos grupos internacionais instalados no Brasil
  • 17 dos 20 maiores bancos
  • 8 das 10 maiores corretoras de valores
  • 31 das 50 maiores seguradoras
  • Aproximadamente 100 das 200 empresas de tecnologias
  • BOVESPA – a maior bolsa de valores da América do Sul
  • Bolsa de Mercadoria e Futuros - BM&F, a sexta maior do mundo em volume de negócios
  • Hospital das Clínicas, o maior e mais renomado complexo hospitalar da América Latina
  • O maior shopping center da América Latina – o Centro Comercial Aricanduva, com 500 lojas
  • Dos 7 portais de Internet mais conhecidos, 6 estão baseados em São Paulo
  • 1.769 estabelecimentos de saúde, 40 hospitais públicos, 61 hospitais particulares, 24.957 leitos hospitalares, 99 bases móveis da Polícia Militar, 93 distritos policiais, 04 postos do Poupatempo, 146 faculdades, 26 universidades
  • 22 Centros de Educação Tecnológicas
  • A maior Parada do Orgulho GLBT do mundo
  • Avenida Paulista
  • A Corrida de São Silvestre, que atrai em média 15 mil corredores de todo o mundo de cerca de 20 países.


Hotelaria
São Paulo reúne as principais redes hoteleiras nacionais e internacionais
410 hotéis (42 mil apartamentos disponíveis)
taxa de ocupação média dos hotéis em 2009: 62,2%
diária média em 2009: R$ 197
RevPar em 2009 (receita gerada por quarto de hotel ocupado): R$ 118,82 (1,7% acima do ano anterior)
períodos de maior ocupação hoteleira em 2008 foram respectivamente: Novembro, Outubro, Setembro, Agosto, Junho, Março, Maio, Julho, Abril, Fevereiro, Dezembro e Janeiro

Gastronomia

  • 12,5 mil restaurantes
  • 52 tipos de cozinhas
  • 15 mil bares
  • 3,2 mil padarias (10,4 milhões de pãezinhos por dia e 7,2 mil por minuto)
  • 500 churrascarias
  • 250 restaurantes japoneses
  • 1,5 mil pizzarias (1 milhão de pizzas por dia, 720 por minuto)
  • 2 mil opções de delivery

Cultura e Lazer

  • 160 teatros
  • 110 museus
  • 260 salas em 55 cinemas
  • 280 salas de teatro (600 espetáculos teatrais em média por ano)
  • 40 centros culturais
  • 64 parques e áreas verdes
  • 7 parques temáticos (na Grande São Paulo)
  • 7 grandes casas de espetáculos
  • 294 salas para shows e concertos
  • mil academias de ginástica
  • 2 iate clubes
  • 12 clubes de golfe
  • 7 estádios de futebol
  • 1 autódromo internacional
  • locais mais visitados por turistas em São Paulo: 83% museus, 81% parques e áreas naturais, 67% bares ou casas noturnas, 56% teatros e 37% casas de shows

Estação da Luz
Eventos
São Paulo é a capital sulamericana de feiras de negócios e está entre os top 15 destinos para eventos internacionais no mundo (12º lugar)
realiza 90 mil eventos por ano(1 evento a cada 6 minutos)
75% do mercado brasileiro de feiras de negócios
R$ 2,9 bilhões de receita/ano
R$ 700 milhões em locação de área para exposição
R$ 700 milhões em serviços.
R$ 8,5 bilhões em viagens, hospedagem e transporte terrestre e aéreo
cerca de 500 mil empregos diretos e indiretos
29 mil empresas expositoras
cerca de 700 mil m² em grandes espaços para realização de eventos, além de centenas de espaços menores
só o Anhembi tem em torno de 400mil m² - é o maior complexo de eventos da América do Sul
circulam pelos eventos 4,3 milhões de pessoas, entre profissionais e compradores, sendo 45 mil compradores estrangeiros
os setores que mais realizam feiras, reuniões e eventos na cidade são, pela ordem médico, científico, tecnológico, industrial e educacional

Ranking de Eventos 2009 (Em público total)*
- Virada Cultural – 4 milhões (2009)
- Parada GLBT – 3,5 milhões (2009)
- Réveillon na Paulista – 2,4 milhões
- Bienal do Livro – 728 mil
- Salão do Automóvel – 650 mil
- Bienal de Internacional de Arte de São Paulo – 535 mil
- Salão Duas Rodas – 240 mil (2009)
- Mostra Internacional de Cinema – 200 mil (2009)
- GP Brasil de Fórmula 1 – 140 mil
- Carnaval (sambódromo) – 110 mil (2009)
- SP Fashion Week – 100 mil (2009)
- Hospitalar – 86 mil (2009)
- Couromoda – 65 mil (2009)
- Adventure Sports Fair – 61 mil (2009)
- Francal – 55,7 mil (2009)
- Fórmula Indy – 50 mil
- Equipotel – 50 mil (2009)
- Fenatran – 48 mil
- Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 – R$ 230 milhões
- Parada GLBT – R$ 189 milhões
- Fórmula Indy – R$ 126 milhões (previsão 2010)
- Salão do Automóvel – R$ 125,5 milhões
- Bienal de São Paulo (de Artes) – R$ 120 milhões
- Francal – R$ 118 milhões
- Hospitalar – R$ 98,9 milhões
- Bienal do Livro – R$ 91,7 milhões
- Virada Cultural – R$ 90 milhões
- Couromoda – R$ 78,6 milhões
- Salão Duas Rodas – R$ 60 milhões
- Réveillon na Paulista – R$ 50 milhões
- Carnaval – R$ 45 milhões
- Mostra Internacional de Cinema – R$ 31,5 milhões
- Fenatran – R$ 30 milhões
Frente do Theatro Municipal
- Adventure Sports Fair – R$ 20,4 milhões
- SP Fashion Week – R$ 15 milhões
- Equipotel – R$ 3,4 milhões
*(Números informados pela organização do evento baseados no último registro de 2009) Em valores movimentados por turistas
*(Cálculos feitos com base em pesquisas feitas anualmente pela SPTuris durante os eventos. Já as estimativas são feitas com números da pesquisa do ano anterior, com eventual variação de expectativa de público divulgada pela organização do evento).

Dados das últimas edições dos eventos. (Em números de turistas)*
- Parada GLBT – 400 mil
- Virada Cultural – 300 mil
- Bienal do Livro – 240 mil
- Salão do Automóvel – 200 mil
- Bienal de Internacional de Arte de São Paulo – 107 mil
- Réveillon na Paulista – 100 mil
- GP Brasil de Fórmula 1 – 85 mil
- Hospitalar – 46,9 mil
- Couromoda – 42,9 mil
- Francal – 42,5 mil
- Salão Duas Rodas – 40 mil
- Fórmula Indy – 31 mil (previsão 2010)
- Mostra Internacional de Cinema – 30 mil
- Carnaval – 30 mil
- Adventure Sports Fair – 21 mil
- SP Fashion Week – 16 mil
- Fenatran – 15 mil
- Equipotel – 14,1 mil

*(inclui visitantes do Interior e Litoral do Estado de SP, outros Estados e também estrangeiros)

alt
Parque do Ibirapuera

Consumo
240 mil lojas
79 shoppings
59 ruas especializadas em mais de 51 segmentos
4 mil farmácias
5 mil pet shops
900 feiras livres semanais
864 mil transações de cartão de crédito por dia
1.931 agências bancárias
34 mil indústrias
arrecadação de ISS em 2009: R$ 125,1 milhões

Transporte
37 mil táxis
15 mil ônibus urbanos
1.335 linhas de ônibus
28 terminais de ônibus
5 linhas de metrô
62,3 km de linhas de metrô + 20,0 km em construção
55 estações do metrô
270 kms de linhas de trem
Segunda maior frota de helicópteros do mundo
44 empresas aéreas
4 aeroportos na Grande São Paulo, sendo 1 em Campinas e 1 em Guarulhos

Turismo
A cidade recebe anualmente 11 milhões de visitantes. Dos que se hospedam na rede hoteleira, 16,4% são estrangeiros e 82,46% são brasileiros.
Dos turistas internacionais que visitam São Paulo, 38% são da Europa, 30% dos EUA e Canadá, 21% do Mercosul, 7% da América Latina e 4% são da Ásia.
Cerca de 50% dos turistas da cidade vem a negócios, 39% a lazer e o restante para tratar da saúde, fazer cursos ou ingressar nas faculdades, visitar parentes, etc.
Permanência média na cidade é de 3 a 5 dias
Gastos por dia: US$ 150,00
5 CITs – Centrais de Informações Turísticas

Negócios
38% das 100 maiores empresas privadas de capital nacional
63% dos grupos internacionais instalados no Brasil
17 dos 20 maiores bancos
Aproximadamente 100 das 200 empresas de tecnologias
BM&FBOVESPA – a maior bolsa de valores da América do Sul
Hospital das Clínicas – o maior e mais renomado complexo
A maior Parada do Orgulho LGBT do mundo com mais de 3,5 milhões de pessoas


Fonte (dados): Abresi, ADETAXI,  Banco Central do Brasil, Editora Abril, Fohb, Governo do Estado de São Paulo, Guia de Motéis, Guia de Restaurantes Japoneses – Editora JBC, IBGE, Infraero, MEC, Metrô,  PMSP,  Revista Latin Trade, São Paulo Turismo, Sebrae, SPTrans, Ubrafe.
Fotos Alexandre Diniz/ Agência Estado.