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domingo, 14 de abril de 2013

ALFREDO VOLPI - Entre cores e bandeiras


Pintor nascido em Lucca, Itália. Veio com a família ao Brasil, fixando-se em São Paulo. Exerceu vários ofícios, inclusive o de decorador de interiores. Em 1914 executa sua primeira obra. Sua pintura caracteriza-se, até 1930, pela aproximação naturalista das formas e cores, resolvidas de maneira impressionista ou expressionista. Em 1925 inicia sua participação em mostras coletivas. Conhece Mário Zanini em 1927, sobre quem exerceu grande influência. Na década seguinte aproxima-se do Grupo Santa Helena. conheceu Ernesto de Fiori, que iria influenciá-lo de maneira decisiva. Desenvolve a partir de então um cromatismo mais vívido, em detrimento da textura, quase translúcida. Participa em 1938 do Salão de Maio e da I Exposição da Família Artística Paulista, ambos em SP. Em 1939, após visita a Itanhaém, inicia série de marinhas. Participa do VII Salão Paulista de Belas-Artes em 1940. Em 1941, do XLVII Salão Nacional de Belas-Artes do Rio de Janeiro, da I Exposição do Osirarte e do I Salão de Arte da Feira Nacional de Indústrias, em São Paulo. 
Faz sua primeira individual em sala alugada, na cidade de São Paulo. Em 1950 volta a Itália na companhia de Osir e Zanini. Seduz-se com a arte dos góticos, principalmente Giotto. Substitui, nesse período, gradativamente o óleo pela têmpera. Inicia, também, uma fase construtivista, que compreende um período estático, com fachadas e casas abstraídas, seguido a uma fase construtivista, que se transforma nos anos 60, em esquemas óticos e vibráteis puramente cromáticos, das bandeirinhas e fitas. Ganha, em 53, o prêmio da II Bienal Internacional de São Paulo, com o qual adquire fama. 
Os geométricos paulistas o apontam como seu precursor. Participa da XXVII Bienal de Veneza. Em 1956-57 participa da I Exposição Nacional de Arte Concreta. Em 1957 tem sua primeira retrospectiva, no MAM - Rio. Em 1975, no MAM - SP e em 1976 no MAC - Campinas. Em 1980, a galeria A Ponte, em São Paulo, faz a exposição retrospectiva Volpi/As Pequenas Grandes Obras/ Três Décadas de Pintura. Em 1984 participa da mostra Tradição e Ruptura, Síntese de Arte e Cultura Brasileiras, da Fundação Bienal. Em seu aniversário de 90 anos, o MAM-SP faz a exposição Volpi 90 Anos. Morre em 1988, em São Paulo. Em 1993 a Pinacoteca do Estado de São Paulo expõe Volpi - projetos e estudos em retrospectiva, Décadas de 40-70. Em Bienais, participou da I, II (Prêmio dePintura Nacional), III, IV (Sala Especial) e XV. Participa da mostra Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal.

Fonte: Aguilar, Nelson (org.).Catálogo Bienal Brasil Século XX. SP, Fundação Bienal, 1994.
http://www.artbr.com.br/casa/biografias/volpi/
Imagens: www.pinturabrasileira.com

sexta-feira, 8 de março de 2013

Janis Joplin: A rainha do Rock Moderno


Ela é a afirmação que o blues, soul, gospel, country e rock com uma autoridade inquestionável e vivaz, sem medo habitando congestionamentos guitarra psicodélicos, de volta da varanda de base e tudo mais. Suas performances vulcânicas deixaram o público chocado e atônito, enquanto seu magnetismo sexual, seu comportamento e estilo extravagante quebrou todos os estereótipos sobre os artistas do sexo feminino e, essencialmente, inventou a paradigma "mama rock". 

Nascida em Port Arthur, Texas, em 1943, Joplin caiu sob o domínio do blues nas vozes de Leadbelly, Bessie Smith e Big Mama Thornton em sua adolescência, e da autenticidade dessas vozes fortemente influenciado sua decisão de se tornar uma cantora. Ela se auto-descreveu "desajustada" na escola, sofrendo um ostracismo virtual, mas se envolveu em música popular com seus amigos e artistas. Ela frequentou a faculdade brevemente em Beaumont e Austin, mas foi mais atraída pela música e poesia do que vencer em seus estudos, que em breve ela desistiu e, em 1963, Cultivando uma atitude rebelde, Joplin se vestia como os poetas da geração beat, mudou-se do Texas para San Francisco em 1963, morou em North Beach, e trabalhou como cantora folk. Por volta desta época seu uso de drogas começou a aumentar, incluindo a heroína. Janis sempre bebeu muito em toda a sua carreira. O uso de drogas chegou a ser mais importante para ela do que cantar, e chegou a arruinar sua saúde.
Ela voltou para o Texas para fugir dos excessos e voltou-se a matricular como uma estudante de sociologia na Universidade de Lamar, adotando um penteado de colmeia e viver uma vida em geral "em linha reta", apesar de incursões ocasionais de realizar em Austin. Mas a Califórnia chamou-a de volta para os seus braços,  em 1966, quando ela entrou para o grupo  Big Brother & The Holding Company. Sua adoção de um estilo selvagem da alfaiataria - com óculos da vovó, frisado-out de cabelo e roupas extravagantes que piscou, estilo hippie, na era burlesco - ainda mais a reputação de seu cravado em expansão. 

A banda está cada vez mais alto perfil mostra lhes valeu uma base de fãs dedicados e atenção indústria séria, eles assinaram com a Columbia Records e lançou seu primeiro grande gravadora em 1967. É claro, que era a presença sísmica de Joplin que causou toda a comoção, como evidenciado por sua performance quebra no Monterey Pop Festival, que foi capturada para a posteridade pelo cineasta D.A. Pennebaker, no filme, colega pop star Mama Cass pode ser visto declamando o palavra "Uau", em  lágrimas,  quando Joplin seu cantava a música "Ball and Chain". 

"Piece of My Heart", do Big Brother em 1968 o LP Cheap Thrills, atirou para o 1 º lugar, o álbum vendeu um milhão de cópias em um mês, e Joplin se tornou uma sensação - ganhando elogios arrebatadora das revistas Time e Vogue, aparecendo em The Dick Cavett Show e capturar a imaginação do público que nunca tinha experimentado tal intensidade de fogo em um cantora de rock. Sua saída do Big Brother e emergência como uma estrela solo eram inevitáveis, ela montar sua própria roupa, a Kozmic Blues Band, e em 1969 lançou o  I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama! Rendeu mais prêmios por vendas!. Esse ano também viu o seu desempenho no festival de Woodstock. 

Janis Joplin esteve no Brasil em fevereiro de 1970, na tentativa de se livrar do vício da heroína. Durante a sua estada, fez topless em Copacabana, bebeu muito, cantou em um bordel, foi expulsa do Hotel Copacabana Palace por nadar nua na piscina e quase foi presa, pelas suas atitudes na praia, consideradas "fora do normal". Como era época de carnaval, tentou participar de um desfile de escola de samba, porém teve acesso negado por um segurança que desconfiou de sua vestimenta hippie. Janis teve uma breve, porém tórrida, relação amorosa com o rockeiro brasileiro Serguei.


Em 1970, reuniu um grupo de backup novo, o Full Tilt Boogie Band, ela também se juntou ao Grateful Dead, da banda e de outros artistas para o "Festival Express" tour ferroviário pelo Canadá. Sua evolução musical seguiu o patamar de uma direção para uma nova década, como refletido em seu último álbum de estúdio, o Pearl Abraçando material como balada  "Me and Bobby McGee" composta por Kris Kristofferson e uma música ausente de instrumentos "Mercedes Benz", o disco apresentou maestria Joplin de praticamente todos os gêneros de música pop. A última canção foi, juntamente com uma saudação de aniversário de telefone da mensagem para John Lennon, a última coisa que ela gravou, No dia 3 de outubro de 1970, Janis visitou o estúdio Sunset Sound Recorders em Los Angeles, Califórnia, para ouvir o instrumental da música de Nick Gravenite, Buried Alive in the Blues, a gravação dos vocais estava agendada para o dia seguinte, pela noite ela foi para o hotel, no dia das gravações (4 de outubro) não apareceu no estúdio, então John Cooke (empresário da banda) foi até o hotel, onde a encontrou morta, vítima de overdose de heroína possivelmente combinada com efeitos do alcool.
Sua morte ocorreu quando tinha apenas 27 anos. Foi cremada no cemitério-parque memorial de Westwood Village, em Westwood, Califórnia. Durante a cerimônia, suas cinzas foram espalhadas pelo Oceano Pacífico. O álbum Pearl foi lançado 6 meses após sua morte. O conjunto de platina quádrupla se tornou o lançamento mais vendido da carreira de Janis Joplin e, em 2003, foi classificada como # 122 em revista Rolling Stone, "500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos". 

Nos anos seguintes, Janis Joplin gravações e performances filmadas tem cimentado sua posição como um ícone, inspirando inúmeros imitadores e devotos musicais. Coleções de vida Myriad, antologias ao vivo e outros lançamentos repackaged ter mantido sua lenda viva, assim como uma mulher-mostra como o amor hit, Janis (que irmã de Joplin, Laura, ajudou a criar) e 2009 de Edimburgo Fringe Festival "Best Solo Performance" candidato Janis. Um documentário, produzido por Jeff Jampol em conjunto com Spitfire Films, está atualmente em desenvolvimento. Em 1988, a Janis Joplin Memorial, com uma escultura em bronze pelo artista Douglas Clark, foi revelado em Port Arthur. 

Joplin foi introduzida no Rock and Roll Hall of Fame em 1995 e postumamente dado um Prêmio Grammy Lifetime Achievement em 2005. Mas tais honras apenas oficializou o que o rock fãs já sabiam: que ela estava entre as maiores cantoras mais poderosas do formulário já conhecidos - e que ela abriu a porta para inúmeros artistas em todo o espectro musical. 

Fonte e imagens: http://www.janisjoplin.com/index.php & http://pt.wikipedia.org/wiki/Janis_Joplin
(Atenção, texto com falhas de tradução)

sexta-feira, 1 de março de 2013

40 anos de The Dark Side of the Moon do Pink Floyd


The Dark Side of the Moon é o oitavo álbum de estúdio da banda britânica de rock progressivo Pink Floyd, lançado em 1 de março de 1973. O disco marca uma nova fase no som da banda, com letras mais pessoais e instrumentais menores, contendo alguns dos mais complicados usos dos instrumentos e efeitos sonoros existentes na época, incluindo o som de alguém correndo à volta de um microfone e a gravação de múltiplos relógios a tocar ao mesmo tempo.
Os temas explorados na obra são variados e pessoais, incluindo cobiça, doença mental e envelhecimento, inspirados principalmente pela saída de Syd Barrett, integrante que deixou o grupo em 1968 depois que sua saúde mental se deteriorou. O conceito básico do disco foi desenvolvido quando a banda estava em turnê, e muito do novo material foi apresentado ao vivo muitos antes de ser gravado. A banda produziu o trabalho no Abbey Road Studios de Londres em diferentes seções em 1972 e 1973 ao lado do produtor Alan Parsons, diretamente responsável pelo desenvolvimento dos elementos sonoros mais exóticos presentes no disco, e a capa, que traz um prisma sendo atingido por um feixe de luz o transformando em um arco-íris, foi desenvolvida para representar a iluminação de palco da banda, o conteúdo íntimo das letras e para atender os pedidos da banda por um trabalho "simples e marcante".
The Dark Side of the Moon foi um sucesso imediato, chegando ao topo da Billboard 200 nos Estados Unidos e já fez mais de oitocentas e três aparições na parada desde então, tendo vendido mais de quinze milhões de cópias e estando na lista dos álbuns mais vendidos da história no país, também no Reino Unido e na França, com um total de cinquenta milhões de cópias comercializadas mundialmente até hoje. A obra também recebeu aprovação total dos fãs e aclamação da crítica especializada, sendo considerado até hoje um dos mais importantes álbuns de rock de todos os tempos.

A Banda:
A Banda (na integra!!!)
David Gilmour e Sid Barret (acima).
Nick Mason, Roger Waters e Richard Wright 

Pink Floyd foi uma banda de rock inglesa formada em Cambridge em 1965, originalmente, consistiu dos estudantes Roger Waters, Nick Mason, Richard Wright e Syd Barrett. Fundado em 1965, eles, inicialmente, tornaram-se populares tocando no cenário underground londrino, no fim dos anos 60. Sob a liderança de Barrett, lançaram dois singles ("Arnold Layne" e "See Emily Play") e um bem-sucedido álbum de estreia, The Piper at the Gates of Dawn, de 1967. O nome Pink Floyd é a abreviação de The Pink Floyd Sound, nome sugerido por Barrett em homenagem a dois músicos de blues admirados por ele: Pink Anderson e Floyd Council.
O guitarrista e vocalista David Gilmour juntou-se à banda em 1968, meses antes da saída de Barrett do grupo, devido ao seu estado de deterioração mental, agravado pelo uso de drogas. Na sequência da perda de seu principal letrista, Roger Waters tornou-se o principal compositor e líder conceitual do grupo, com Gilmour assumindo a guitarra solo e parte dos vocais. A banda foi induzida ao Hall da Fama do Rock and Roll em 1996.


A velha curiosidade: 
Quando o álbum é tocado simultaneamente com o filme de 1939 The Wizard of Oz (O Mágico de Oz) ocorrem algumas correspondências entre o filme e o álbum.  Alguns momentos que indicam isso são:

  • Quando Dorothy está na fazenda e ela olha para o alto, no audio surge barulho de avião.
  • O som da caixa registradora no princípio de “Money” (dinheiro) aparece exatamente quando Dorothy pisa pela primeira vez a estrada dos tijolos amarelos; que é também o momento em que o filme passa de preto e branco para cores. Outra referência é a aparição da fada dourada;
  • No momento em que a bruxa do Oeste aparece, é tocada a palavra "black" (preto);
  • A cena em que Dorothy encontra o espantalho (personagem que alegava não ter cérebro) é acompanhada pela música "Brain Damage" (dano cerebral), e quando a letra da música começa a tocar: "the lunatic is in my head…" (o lunático está na minha cabeça), o espantalho inicia a dançar freneticamente como um lunático;
  • O bater de coração no fim do álbum ocorre quando Dorothy tenta ouvir o coração do homem de lata;
  • No momento em que a bruxa do oeste lança uma bola de fogo contra Dorothy e seus companheiros, a música grita "run!" (corra);
  • No momento que Dorothy encontra Oz, entra a música "Us and Them", soando Us como Oz bem quando aparece a 1ª imagem de Oz;
Várias frases das letras contidas nas músicas coincidem com os mesmos atos sendo executados pelos atores no mesmo momento;
A duração da maioria das músicas coincide precisamente com a duração das cenas no filme.
A banda insiste que isso são puras coincidências. Quando este facto começou a vir a público em 1997, despoletou um enorme interesse neste fenômeno  Uma pequena comunidade espalhou-se à volta de vários 'sites' para explorar melhor esta ideia. Quer as correspondências sejam verdadeiras ou imaginadas, alguns fãs do álbum gostam de ver "Dark side of the rainbow", como é chamada muitas vezes esta combinação. A sincronização é conseguida fazendo pausa (de preferência a versão em CD) mesmo no principio e parando a pausa quando o leão da MGM ruge pela terceira vez.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Dark_Side_of_the_Moon

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Victor Brecheret- O escultor com a cara de São Paulo


[creditofoto]Victor Brecheret  foi um escultor ítalo-brasileiro, considerado um dos mais importantes do país. É responsável pela introdução do modernismo na escultura brasileira. Sua figura ficou marcada pela boina que costumava vestir, ressaltando uma imagem tradicional do "artista".
Nascido "Vittorio Breheret" (sem a letra 'c' no sobrenome) nasceu em Farnese, numa pequena localidade não distante de Roma, no dia 22 de fevereiro de 1894, filho de Augusto Breheret e Paolina Nanni, esta última falecida quando o pequeno Vittorio tinha apenas seis anos de idade. Foi abrigado pela família do tio materno, Enrico Nanni, e com sua família emigrou para o Brasil ainda na infância.
No Brasil, tornou-se "Victor Brecheret" e já com mais de trinta anos de idade recorreu à Justiça para inscrever seu registro nascimento tardiamente no Registro Civil do Jardim América (município de São Paulo).
"Graça", exposta na Galeria Prestes
 Maia, em São Paulo.
Assim Brecheret consolidava a sua nacionalidade brasileira, embora tivesse nascido na Itália. Este tipo de "regularização" era muito comum entre imigrantes italianos na primeira metade do século XX no Brasil.

Em 1912, Victor Brecheret estudou desenho, modelagem e entalhe em madeira no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. No ano seguinte, viajou a Roma, onde viveria durante cinco anos. Lá, tornou-se discípulo de escultor Arturo Dazzi e abriu seu primeiro ateliê. Em 1919, regressou a São Paulo, montando seu ateliê no Palácio das Indústrias, num espaço cedido pelo arquiteto Ramos de Azevedo. Um ano depois, Brecheret conheceu artistas do movimento modernista, como Di Cavalcanti e os escritores Menotti Del Picchia, Mario de Andrade e Oswald de Andrade.

Monumento às Bandeiras


Por encomenda do governo paulista, concebeu uma obra grandiosa, uma escultura de grandes dimensões, o "Monumento às Bandeiras". A obra seria desenvolvida ao longo cerca de 30 anos, tendo sua execução se iniciado em 1936 e sua inauguração acontecido em 1953. Em 1921 Brecheret realizou uma viagem de estudos a Paris, com bolsa do governo de São Paulo. Lá aperfeiçoou seu trabalho sob a influência da escultura cubista, do escultor Brancusi e da Arte Decô. Em 1922, embora ausente, participou da Semana de Arte Moderna, expondo suas esculturas no saguão do Teatro Municipal de São Paulo.

Ficheiro:Victor Brecheret - Túmulo de Olívia Guedes Penteado.JPG
Túmulo de Olívia Guedes Penteado, Cemitério da Consolação
Ainda na Europa realizou diversas exposições, sendo premiado pela Sociedade dos Artistas Franceses. De volta a São Paulo, foi um dos fundadores da Sociedade Pró-Arte Moderna. Em 1951 foi premiado na I Bienal de São Paulo, como melhor escultor nacional. No ano seguinte participou da Bienal de Veneza. Brecheret morreu em 1955, aos 62 anos. Dois anos depois, a Bienal prestou-lhe uma homenagem, dedicando ao artista uma sala especial com 61 esculturas e vinte desenhos.


Fonte e Imagens: http://educacao.uol.com.br/biografias/victor-brecheret.jhtm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Victor_Brecheret


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Sarah Bernhardt: A grande atriz do século XIX

Na natureza do teatro, fora dos palcos, sempre desejamos aos artistas não o bordão de "Boa Sorte!", mas sim: "Quebre a perna!" É uma velha e tola superstição no mundo artístico para que o ator ou a atriz tenha uma boa interpretação. Para a grande atriz francesa Sarah Bernhard, que esteve no Brasil durante o período do Império e no idos da Velha Republica. o bordão que parece ofensivo, foi levado ao pé da letra, ou da pior forma... 

Passado obscuro 

Filha natural de uma famosa cortesã holandesa de origem judia, Judith van Hard e de um estudante de direito francês, Edouard Bernard, que se tornará notário no porto do Havre, foi-lhe dado o nome de Henriette Rosine Bernard nasceu em Paris, França, provavelmente entre 22 ou 23 de Outubro de 1844. Como a presença de uma criança interferia com a vida da mãe, foi enviada para um bordel em Auteil e mais tarde deu entrada num convento de Versalhes. Criança difícil e de saúde frágil, converteu-se ao catolicismo, sendo batizada e fazendo a primeira comunhão em 1856, querendo mais tarde ingressar e tornar-se freira. Um dos amantes da mãe, o duque de Morny, meio-irmão materno do imperador Napoleão III, invetivou para que a moça torna-se uma atriz, e quando completou 16 anos conseguiu que fosse admitida no Conservatório de Paris. 
Não sendo considerada uma estudante muito promissora, Sarah, que admirava alguns dos seus professores, achou que os métodos de ensino da instituição eram antiquados e muito tradicionalistas. Deixou o Conservatório em 1862, com 18 anos, sendo aceita, devido ao empenho do duc de Morny, na Comédie Française, como discípula. Nas três diferentes peças em que teve de entrar, a primeira das quais foi a Iphigénie et Aulide de Racine, em 11 de Agosto de 1862, tendo necessidades para poder passar a atriz residente, não foi notada pelos críticos. O seu contrato foi cancelado no ano seguinte, devido a ter agredido uma das principais atrizes, que tinha sido um pouco rude com a sua irmã mais nova, Régine. 

Atriz em propulsão 

Passou então a fazer parte do elenco do Thêatre du Gymnase - Dramatique. O período foi de reflexão, devido aos pequenos papéis que lhe atribuíam em peças de pouco interesse, tendo pensado mesmo em abandonar os palcos. É também um período onde os amantes se sucedem, entre os quais o príncipe de Ligne, pai segundo parece do seu único filho, Maurice. Em 1866, foi contratada pelo Teatro Odeon, e com a competente companhia residente do teatro e muito trabalho começou a sua ascensão. 
O seu primeiro sucesso foi no papel de Anna Damby na peça Kean de Alexandre Dumas pai, mas a sua interpretação de Cordélia no Rei Lear, de Shakespeare, já tinha sido notada. Já conhecida como a atriz favorita dos estudantes parisienses, a sua interpretação, em 1869, do trovador Zanetto na peça em um ato e em verso de François Coppée Le Passant, o seu primeiro papel em travesti, teve um imenso sucesso, que a levou a uma representação privada para Napoleão III. 
Durante a guerra franco-prussiana de 1870-1871 organizou um pequeno hospital militar nas instalações do teatro. Com o fim da guerra, a deposição de Napoleão III, e a proclamação da República, a atriz, mal vista pelos republicanos, devido às suas conhecidas relações e defesa de personagens do anterior regime, conseguiu o principal papel feminino, o da Rainha Maria, na peça de Victor Hugo Ruy Blas, que tinha acabado de chegar do exílio. A sua atuação encantou as audiências, devido sobretudo ao lirismo da sua voz. 
Foi a razão da célebre frase de Victor Hugo, que afirmou que a atriz tinha uma «voz de ouro», caracterização que perdurou apesar dos críticos já descreverem a voz de Sarah Bernhardt como sendo prateada, devido à sua parecença com o tom de uma flauta. Em 1872 deixou o Ódeon e regressou à Comédie-Française, possivelmente devido à intervenção de Hugo. Participou com sucesso na Zaire de Voltaire, mas normalmente os seus papéis eram secundários, até ao momento em que interpretou o papel de Vénus na Phèdre de Racine, substituindo a atriz principal, temporariamente doente. 
As críticas foram entusiásticas, ainda por cima porque se pensava que Sarah não tinha capacidade de interpretar papéis apaixonados. Mais tarde interpretou a Dona Sol no Hernani de Victor Hugo, de uma maneira que terá levado o autor às lágrimas. Tendo começado a esculpir e a pintar, exibiu as suas obras de escultura de 1876 a 1881 no Salon de Paris, tendo-lhe sido atribuída uma menção honrosa no primeiro ano. Em 1880 exibiu também uma pintura. Em 1879, Londres rendeu-se à interpretação de Sarah Bernhardt no segundo ato da Phédre, produzido no Gaiety, durante a exibição da Comédie em Inglaterra. 

Um mundo não é o bastante:
Uma carreira internacional estava à sua disposição, a partir desse momento. Por isso, o regresso às instalações da companhia trouxeram de novo os já famosos ataques de má disposição. O corte com a Comédie deu-se rapidamente, e em 1880 Sarah Bernhardt abandonou a companhia oficial francesa, indo representar em Londres e depois na Dinamarca. Tendo criado a sua própria companhia, com a ajuda do empresário londrino Jarrett, partiu para os Estados Unidos, acompanhada de uma secretária, um mordomo, dois cozinheiros, duas criadas de quarto e um empregado. Durante dois meses percorrerão cinquenta cidades americanas. Nova Iorque é a primeira cidade americana a vê-la, em 8 de Novembro de 1880. 
Regressará ao Novo Mundo mais oito vezes. De regresso à Europa atua em todo o lado, tirando a Alemanha. Em Odessa, na terra dos czares, fora menosprezada por grupos anti-semitas russos. Mas o czar presta-lhe homenagem pública. Na década de 80 do século XIX, aparece na sua vida o dramaturgo Victorien Sardou, que escreveu peças para ela como: Fédora (1882), Théodora (1884), La Tosca (1887) e Cléopâtre (1890), dirigindo-a nas suas próprias peças e levando-a a actuar de uma maneira extrovertida, em cenários exóticos e com guarda-roupas riquíssimas, no Teatro de La Porte Saint-Martin, de que a atriz se tinha tornado proprietária. Entretanto casará, em 1882 em Londres, com Jacques Damala, um jovem grego amante da sua irmã mais velha, um ator sem talento e drogado notário. O casamento não dura devido à morte do marido. De 1891 a 1893 fez uma digressão mundial que incluiu a Austrália e a América do Sul, para além da América do Norte e as principais capitais europeias. 

Extravagâncias 

Sarah Bernhardt se tornou um ícone da extravagância não só pela imensa quantidade de bagagem que sempre levava, mas pelas roupas que usava dentro e fora do palco e pelo hábito de meditar e dormir após as refeições dentro de um esquife construído sob medida.Em 1892, mudou-se para Londres, onde pontificava Oscar Wilde.Tornaram-se amigos íntimos e Wilde dedicou-lhe uma obra : Salomé. A peça foi censurada por Lord Chamberlain e proibida antes de ser encenada.
O seus papéis mais populares, para além da Phèdre, são o de Marguérite Gautier na Dama das Camélias de Alexandre Dumas Filho e no papel principal na Adrienne Lecouvreur de Eugène Scribe. No fim da excursão, de regresso a Paris, compra o Teatro La Renaissance, que inaugura com a peça de Jules Lemaitre, Les Rois. Em 1896 fez um sucesso com uma adaptação do Lorenzaccio de Alfred de Musset, sendo homenageada oficialmente em Paris, com a realização de uma grande festa e envio de felicitações dos quatro cantos do mundo. Em 1899 vende o La Renaissance e muda-se para o Théâtre des Nations, que inaugura com La Tosca. Em 1900 inaugura o Thêatre Sarah Bernhardt com a peça de Edmond de Rostand L'Aiglon. Nesse palco representa O Bom e o Muito Mau. As peças medíocres são apresentadas por necessidade financeira ou para retribuição a amigos.  



A Divina no Brasil (e quando urubu pousa...)
Durante suas longas e tumultuadas turnês ao Novo Mundo, Sarah Bernhardt esteve no Brasil 3 vezes. Em junho de 1886, estreou no Imperial Teatro São Pedro de Alcântara, do Rio de Janeiro e atuou nos Teatros São Jose, de São Paulo e São Carlos, de Campinas. Retornou, em junho de 1893 e em outubro de 1905, para representar a “Tosca”, no Rio. Nesta última visita, no Teatro Lírico, aconteceu o acidente que afetaria para sempre a vida da Divina: em uma das cenas em que deveria simular o salto de uma janela, machucou seriamente o joelho direito. Suportou dores e cirurgias durante dez anos e, em 1915, teve a perna amputada. 
O fato não a impediu de visitar os soldados na frente ocidental durante a Primeira Guerra Mundial, e no ano seguinte, voltava aos Estados Unidos para uma extenuante torne de 18 meses. Em Novembro de 1918 regressou a França, aproveitando o fim da guerra para realizar uma digressão pela Europa. Em 1920 publicou um romance, Petite Idole, obra com algum interesse, já que a heroína é uma idealização da carreira e das ambições da atriz. 
Durante os ensaios finais da peça de Sacha Guitry Un sujet de Roman, desmaiou, recuperando de forma a participar no filme do mesmo autor La Voyante, produzido por Hollywood, e filmado na sua própria casa em Paris, mas durante o qual foi acometida de várias síncopes. Acabou por morrer em Março de 1923.

Fonte: www.arqnet.pt/portal/biografias/bernhardt.html - Enciclopédia Britânica
http://textosdetherezapires.blogspot.com.br/2009/10/sarah-bernhardt.html - Thereza Pires
Imagens: http://textosdetherezapires.blogspot.com.br/2009/10/sarah-bernhardt.html

domingo, 30 de dezembro de 2012

Os Simpsons: Um desenho que virou a marca do sucesso.


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O segredo do sucesso do seriado “Os Simpsons” pode ser resumido em uma palavra: ousadia. É preciso compreender bem o cenário em que o universo da família amarela surgiu, nos EUA da década de 1980, para perceber o motivo de pouca, pouquíssima gente botar fé num seriado ácido, que satirizava de forma implacável a tradicionalista e conservadora família norte-americana. Em 1987, quando os Simpsons apareceram pela primeira vez, como um curto segmento de 30 segundos no programa de variedades Tracey Ullman Show, os EUA atravessavam um período altamente conservador, que culminaria com três mandatos consecutivos de republicanos na Casa Branca (duas vezes com Ronald Reagan e uma com George Bush, o pai).

Naquele ano, o produtor da Fox, James Brooks, tinha lido algumas tirinhas do cartunista Matt Groening, “Life In Hell” (Vida no Inferno), e gostado do senso de humor crítico e mordaz. Numa conversa com Groening, este lhe apresentou os primeiros esboços dos Simpsons. Brooks curtiu a idéia, mas teve medo de apostar numa série. Preferiu encaixar o desenho como um segmento do programa de variedades mais importante da Fox. A estratégia deu certo e os Simpsons tornaram-se sucesso de público e crítica. Em 1989, ganharam um especial de Natal amplamente aplaudido, o que garantiu o início da série regular. De lá para a cá, o sucesso cresceu. Não adiantaram as críticas de Bush – o pai do atual presidente dos EUA, em campanha para a reeleição, detonou o desenho, apontando-o como “corruptor dos valores que movem a família americana”. Acontece que a família americana acha bacana ser detonada em horário nobre. A propósito, Bush perdeu a eleição para Bill Clinton…

Acreditem, eles eram assim... Em 87...
Os episódios iniciais do desenho foram traçando o perfil dos membros da família. Eram pai, mãe e três filhos, sujeitos de classe média baixa, que moravam numa cidadezinha chamada Springfield (curiosidade: existem dezenas de povoados com esse nome nos EUA). Uma turma viciada em TV, hambúrger e boliche, retrato fiel da família americana. Em resumo, uma crítica ácida, mas muito sutil, o que fez com que o desenho fosse adotado por gente de todas as idades. A série também chamava a atenção por apostar numa animação mais tosca. Assim, Homer Simpson é o patriarca, um funcionário de usina nuclear (eventualmente desempregado) que adora beber cerveja e jogar boliche. Marge, a esposa, anda acomodada no papel de dona-de-casa. Bart, 10 anos, é uma criança travessa e esperta, autor das tiradas mais impagáveis do desenho. Lisa, 8 anos, não pára de pensar na faculdade. Enquanto isso, lê um bocado, toca saxofone e é vegetariana. Por fim, Maggie só tem um ano, sabe soletrar o próprio nome e ainda tenta aprender a andar sem cair. Sujeitos normais, não?

Visualização de fotosSe o público aprendeu a amá-los, a série conseguiu mais do que isso. A série tem mais de 400 episódios e 20 temporadas, o que a faz a mais antiga em exibição nos EUA. Recebeu inúmeros prêmios desde que iniciou as transmissões  tais como: 23 Emmy Awards, 22 Annie Awards e um Peabody. Em 2000, o programa ganhou uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood. Em 1998, a revista Time elegeu-a como a melhor série televisiva do século. Também ajudou a surgir outras séries que vieram satirizar a sociedade americana: “Beavis & Butthead” e “South Park”. além de citações em inúmeras obras de escritores, músicos e diretores de cinema e televisão. Em 2001, o grunhido “D´oh”, do personagem Homer Simpson, foi adicionado ao Oxford English Dictionary. Hoje, a audiência média do desenho é de 10 milhões de espectadores. Pode esperar, os Simpsons ainda vão dar muito o que falar.

Críticas e controvérsias
A natureza rebelde de Bart, que muitas vezes não é punido pelo seu mau comportamento, levou alguns pais conservadores apresentá-lo como um modelo ruim para as crianças. Nas escolas, os professores afirmaram que Bart era uma "ameaça para a aprendizagem" por causa de sua atitude de "orgulho de suas más notas" e sua atitude negativa em relação a sua educação. Outros descreveram ele como "egoísta, agressivo e miserável". Em uma entrevista de 1991, Bill Cosby classificou Bart como um mau exemplo para as crianças e descreveu-o como "irritado, confuso e frustrado". Em resposta, Matt Groening, disse que "resume muito bem o Bart. A maioria das pessoas se esforçam para ser normal, mas ele acha que ser normal é chato e faz coisas que os outros não poderiam fazer" (Ou seja, eles ainda não conheciam o Cartman do South Park). Em 27 de janeiro de 1992, o então presidente dos Estados Unidos George Bush disse "Vamos continuar trabalhando para fortalecer a família americana, para fazer as famílias americanas serem mais parecidas com a dos Waltons e menos como a dos Simpsons". Os escritores rapidamente responderam irônicamente na forma de um pequeno segmento que foi transmitido três dias mais tarde antes de Stark Raving Dad em que Bart respondeu: "Hey, nós somos como os Waltons. Nós também oramos pelo fim da Grande Depressão".

Na calçada da fama em Hollywood.
É pouco?
Vários episódios da série têm gerado controvérsia. A família Simpson visitou a Austrália na sexta temporada no episódio Bart contra a Austrália (1995) e do Brasil no episódio da décima terceira temporada Blame It on Lisa (2002) e que provocou polêmica e reações negativas nos países visitados. Neste último caso, mostrou a cidade do Rio de Janeiro como uma cidade com ruas cheias de assassinos, sequestros, favelas macacos infectados e ratos. O conselho de turismo da cidade ameaçou a Fox com uma ação legal. Matt Groening ficou furioso e emitiu uma forte crítica para o episódio da sexta temporada A Star is Burns (1995). Ele pensou que era apenas publicidade para a série e que as pessoas associam com ele de forma incorreta. Quando seus esforços para impedir que o episódio não fosse realizado, ele pediu que seu nome fosse apagado dos créditos e tornadas públicas as suas preocupações de criticar abertamente James L. Brooks e afirmando que o episódio "viola o universo de The Simpsons". 

Em resposta, Brooks disse: "Estou furioso com Matt,  sua opinião é permitida, mas criticar publicamente na imprensa... Ele já está indo longe demais. O comportamento atual dele é terrível". O episódio da nona temporada The Principal and the Pauper (1997) é um dos mais controversos da série. Muitos fãs e críticos reagiram negativamente à revelação que o diretor Seymour Skinner, um personagem recorrente desde a primeira temporada era um impostor. O episódio tem sido criticado por Matt Groening e Harry Shearer, que dá voz ao personagem. Em uma entrevista de 2001, Shearer disse que, após ler o roteiro dos escritores disse "Isso é muito ruim. Eles estão tomando algo que tem construído uma audiência para oito ou nove anos de investimento e jogado fora sem uma boa razão, uma história que fizemos anteriormente para outros personagens. É muito arbitrária, gratuita e desrespeitosa ao público".


Biografia animada:

Matt Groening, o criador das
criaturas!
  • 1955 No dia 10 de maio nasce Homer J. Simpson, filho de Abraham Simpson e Mona Olsen. 
  • 1956 Um ano mais tarde nasce Marjorie Bouvier, filha de Clancy Bouvier e Jackie Bouvier. 
  • 1974 Homer e Marge vão para a faculdade 
  • 1980 Homer e Marge casam-se; Homer consegue o emprego na usina/central nuclear e nasce Bartholomeu Jo-Jo Simpson. 
  • 1983 Os Simpsons mudam-se para o Evergreen Terrace; nasce Elizabeth Marie Simpson. 
  • 1989 Nasce Margaret Simpson; Homer e Marge fazem dez anos de casamento; Bola de Neve II se torna o gato da família após a morte de Bola de Neve I; O Santas Little Helper torna-se o cão da família.


Fonte e Imagens: http://www.cinereporter.com.br/outros-textos/biografia-dos-simpsons/
http://www.bastaclicar.com.br/musica/artistas_mostra.asp?id_artista=539
http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Simpsons

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O Velho Lua: A Jornada de Luís Gonzaga

O Rei do Baião

Luís Gonzaga do Nascimento nasceu numa sexta-feira no dia 13 de dezembro de 1912, numa casa de barro batido na Fazenda Caiçara, povoado do Araripe, a 12?km de Exu (extremo oeste do Estado de Pernambuco, a 700?km do Recife), segundo filho de Ana Batista de Jesus (‘Mãe Santana’) e oitavo de Januário José dos Santos. O padre José Fernandes de Medeiros o batizou na matriz de Exu em 5 de janeiro de 1913. Deveria ter o mesmo nome do pai, mas na madrugada em que nasceu, seu pai foi para o terreiro da casa, viu uma estrela cadente e mudou de ideia. Era o dia de São Luís Gonzaga no mês do Natal, o que explica a adoção do sobrenome "Nascimento".

O lugar natal é no sopé da Serra do Araripe, e inspiraria uma de suas primeiras composições, "Pé de Serra". Seu pai trabalhava na roça, num latifúndio, e nas horas vagas tocava acordeão; também consertava o instrumento. Foi com ele que Luís aprendeu a tocá-lo. Não era nem adolescente ainda quando passou a se apresentar em bailes, forrós e feiras, de início acompanhando seu pai. Autêntico representante da cultura nordestina, manteve-se fiel às suas origens mesmo seguindo carreira musical no sudeste do Brasil. O gênero musical que o consagrou foi o baião. A canção emblemática de sua carreira foi Asa Branca, composta em 1947 em parceria com o advogado cearense Humberto Teixeira. 

Nos primeiros anos de sucesso
(1941)
Antes dos dezoito anos Luís teve sua primeira paixão: Nazarena, uma moça da região. Foi rejeitado pelo pai dela, o coronel Raimundo Deolindo, que não o queria para genro e ameaçou-o de morte. Mesmo assim Luís e Nazarena namoraram algum tempo escondidos e planejavam o futuro. Januário e Santana lhe deram uma surra ao descobrirem que ele se envolveu com a moça. Revoltado por não poder casar-se com a moça, e por não querer morrer nas mãos do pai dela, Luís Gonzaga fugiu de casa e ingressou no exército no Crato (Ceará). Durante nove anos viajou por vários estados brasileiros, como soldado, sem dar notícias à família. Não teve mais nenhuma namorada, passando a ter amantes, até se casar.

Em Juiz de Fora, MG, conheceu Domingos Ambrósio, também soldado e conhecido na região pela sua habilidade como acordeonista. A partir daí começou a se interessar pela área musical. Em 1939, deu baixa do exército na cidade do Rio de Janeiro: Estava decidido a se dedicar à música. Na então capital do Brasil, começou por tocar nas áreas de prostituição da cidade. No início da carreira, apenas solava acordeão em choros, sambas, foxtrotes e outros gêneros da época. Seu repertório era composto basicamente de músicas estrangeiras que apresentava, sem sucesso, em programas de calouros. Apresentava-se com o típico figurino do músico profissional: paletó e gravata. Até que, em 1941, no programa de Ary Barroso, foi aplaudido executando Vira e Mexe, com sabor regional, de sua autoria. O sucesso lhe valeu um contrato com a gravadora Victor, pela qual lançou mais de 50 músicas instrumentais. Vira e mexe foi a primeira música que gravou em disco.

Gonzaga com seus parceiros
Miudinho na zabumba e
Marinês no triângulo
Veio depois sua primeira contratação, pela Rádio Nacional. Lá conheceu o acordeonista gaúcho Pedro Raimundo, que usava os trajes típicos da sua região. Daí surgiu a ideia de apresentar-se vestido de vaqueiro, figurino que o consagrou como artista. Em 11 de abril de 1945, gravou sua primeira música como cantor, no estúdio da RCA Victor: a mazurca Dança Mariquinha em parceria com Saulo Augusto Silveira Oliveira. Também em 1945, uma cantora de coro chamada Odaléia ‘Léia’ Guedes dos Santos deu à luz um menino, no Rio. Luís Gonzaga mantinha um caso havia meses com a moça, iniciado quando já estava grávida. Sabendo que sua amante seria mãe solteira, assumiu a paternidade da criança, adotando-o e dando-lhe seu nome: Luís Gonzaga do Nascimento Júnior.

Odaléia, que além de cantora de coro era sambista, foi expulsa de casa por ter engravidado do namorado, que não assumiu a criança. Foi parar nas ruas, até ser ajudada, descobrindo-se seu talento para cantar e dançar, passando a se apresentar em casas de samba no Rio, quando conheceu Luís. A relação com Luís era conflituosa e, após o nascimento do menino, piorou, com muitos ciúmes. Separaram-se com menos de 2 anos de convivência. Léia criou o filho, e Luís os visitava. Em 1946 voltou pela primeira vez a Exu (Pernambuco), e reencontroou seus pais, Januário e Santana, que havia anos não sabiam nada sobre o filho e sofreram muito esse tempo todo. O reencontro com seu pai é narrado em sua composição Respeita Januário, em parceria com Humberto Teixeira.

Nos últimos anos de sua vida
Em 1948, casou-se com a pernambucana Helena Cavalcanti, professora que se tornara sua secretária particular, e por quem se apaixonou. O casal permaneceu até o fim da vida de Luís. Não tiveram filhos biológicos, por Helena não poder engravidar, mas adotaram uma menina, a quem batizaram de Rosa. Nesse mesmo ano Léia morreu de tuberculose, para desespero de Luís. O filho deles, apelidado de Gonzaguinha, ficou órfão com 2 anos e meio. Luís queria levar o menino para morar com ele e Helena, e pediu para a mulher criá-lo como se fosse dela, mas Helena não aceitou, juntamente com sua mãe, Marieta, que achava aquilo um absurdo, já que nem filho verdadeiro de Luís era. Luís não viu saída: entregou o filho para os padrinhos da criança, Leopoldina e Henrique Xavier Pinheiro, criarem-no no Morro do São Carlos. Luís sempre visitava a criança e a sustentava financeiramente. Xavier o considerava filho de verdade e lhe ensinava viola, e o menino teve em Dina uma mãe.

Luís não se dava bem com o filho, apelidado de Gonzaguinha. Passou a não ver mais o filho em sua infância, e sempre que o via brigavam. Achava que ele não teria um bom futuro, imaginando que se tornaria um malandro ao crescer, já que o menino tinha amizades ruins no morro, vivendo com malandros tocando viola pelos becos da favela. Dina tentava unir pai e filho, mas Helena não gostava da proximidade deles, e passou a espalhar para todos que Luís era estéril e não era o pai de Luisinho. Luís sempre desmentia, já que não queria que ninguém soubesse que o menino era seu filho somente no registro civil. Amava o menino de fato, independente de não ser seu filho de sangue.

Na adolescência, o jovem se tornou rebelde: não aceitava ir morar com o pai, já que amava os padrinhos e odiava ser órfão de mãe, e dizia sempre que Luís não era seu pai biológico, o que o entristecia. Helena detestava o menino e vivia implicando com ele, humilhando-o, e por isso Gonzaguinha também não gostava da madastra, o que os afastou e causou mais brigas entre pai e filho, já que Luís dava razão à esposa. Não vendo medidas, internou o jovem em um colégio interno, para desespero de Dina e Xavier. Gonzaguinha contraiu tuberculose aos 14 anos e quase morreu. Aos 16, Luís pegou-o para criar e o levou a força para a Ilha do Governador, onde morava, mas por ser muito autoritário e a esposa destratar o garoto, o que gerava brigas entre Luís e Helena, Gonzaga mandou o filho de volta ao internato.

Pai e filho: Luiz Gonzaga e
Gonzaguinha
Ao crescer, a relação ficou mais tumultuada, pois o filho se tornou um malandro, viciado em bebidas alcoólicas. Gonzaguinha resolveu se tratar e concluiu a universidade, tornando-se músico como o pai. Pai e filho ficaram mais unidos quando, em 1979, viajaram o Brasil juntos, compondo juntos. Tornaram-se, enfim, amigos. Luís Gonzaga sofreu de osteoporose por anos. Morreu vítima de parada cardiorrespiratória no Hospital Santa Joana, na capital pernambucana, em 2 de agosto de 1989. Foi velado em Juazeiro do Norte (a contragosto de Gonzaguinha, que pediu que o corpo fosse levado o mais rápido possível para Exu, irritando várias pessoas que iriam ao velório e tornando Gonzaguinha "persona non grata" em Juazeiro do Norte) e posteriormente sepultado em seu município natal.

Conhecido como o Rei do baião. Foi uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira. Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, ao resto do país, numa época em que a maioria desconhecia o baião, o xote e o xaxado.
Admirado por grandes músicos, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso, entre outros, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodia e harmonias, ganhou notoriedade com as antológicas canções "Baião" (1946), "Asa Branca" (1947), "Siridó" (1948), "Juazeiro" (1948), "Qui Nem Jiló" (1949) e "Baião de Dois" (1950).

Ouça: ASA BRANCA (1947) de Luís Gonzaga e Humberto Teixeira. 


Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_Gonzaga
Fotos: http://www.lastfm.com.br/music/Luiz+Gonzaga
Vídeo: Youtube


Leia Mais: http://www.visitearacaju.com.br/interna.php?obj=noticia&var=601352

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Aleijadinho: Nosso maior artista barroco


Aleijadinho: Reprodução
desconhecida
Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, nasceu em Vila Rica, hoje Ouro Preto MG, por volta de 1730. Era filho natural de um mestre-de-obras português, Manuel Francisco Lisboa, um dos primeiros a atuar como arquiteto em Minas Gerais, e de uma escrava africana ou mestiça que se chamava Isabel.
A formação profissional e artística do Aleijadinho é atribuída a seus contatos com a atividade do pai e a oficina de um tio, Antônio Francisco Pombal, afamado entalhador de Vila Rica. Sua aprendizagem, além disso, terá sido facilitada por eventuais relações com o abridor de cunhos João Gomes Batista e o escultor e entalhador José Coelho de Noronha, autor de muitas obras em igrejas da região. Na educação formal, nunca cursou senão a escola primária.
O apelido que o celebrizou veio de enfermidade que contraiu por volta de 1777, que o foi aos poucos deformando e cuja exata natureza é objeto de controvérsias. Uns a apontam como sífilis, outros como lepra, outros ainda como tromboangeíte obliterante ou ulceração gangrenosa das mãos e dos pés. De concreto se sabe que ao perder os dedos dos pés ele passou a andar de joelhos, protegendo-os com dispositivos de couro, ou a se fazer carregar. Ao perder os dedos das mãos, passou a esculpir com o cinzel e o martelo amarrados aos punhos pelos ajudantes.
 Cristo carregando a cruz -
Santuário de Bom Jesus
de Matosinho, Congonhas,MG.
O Aleijadinho tinha mais de sessenta anos quando, em Congonhas do Campo, realizou suas obras-primas: as estátuas em pedra-sabão dos 12 profetas (1800-1805), no adro da igreja, e as 66 figuras em cedro que compõem os passos da Via Crucis (1796), no espaço do santuário de Nosso Senhor Bom Jesus de Matosinhos.
O Santuário do bom Jesus do Matosinhos é constituído por uma igreja em cujo adro estão as esculturas em pedra sabão de 12 profetas: Isaias, Jeremias, Baruque, Ezequiel, Daniel, Oséias, Jonas, Joel, Abdias, Adacuque, Amós e Naum. Cada um desses personagens está numa posição diferente e executa gestos que se coordenam. Com isso, Aleijadinho conseguiu um resultado muito interessante, pois torna muito foret para o obervador a sugestão de que as figuras de pedra estão se movimentando.
Na ladeira que dá de frente para a igreja, compondo o conjunto arquitetônico do Santurário, foram construídas 6 capelas - 3 de cada lado - chamadas de Os Passos da Paixão de Cristo. Em cada uma delas um conjunto de esculturas - estátuas em tamanho natural - narram o momento da paixão de Cristo.
Toda sua extensa obra foi realizada em Minas Gerais e, além desses dois grandes conjuntos, cumpre citar outros trabalhos.
A última ceia - Santuário de Bom Jesus de
Matorsinhos, Congonhas, MG
Certamente admirada em seus dias, já que as encomendas, vindas de vários pontos da província, nunca lhe faltaram, a obra do Aleijadinho caiu porém no esquecimento com o tempo, só voltando a despertar certo interesse após a biografia precursora de Rodrigo Bretãs (1858). O estudo atento dessa obra, como ponto culminante do barroco brasileiro, esperou mais tempo ainda para começar a ser feito, na esteira do movimento de valorização das coisas nacionais desencadeado pela Semana de Arte Moderna de 1922.
Antônio Francisco Lisboa, segundo consta, foi progressivamente afetado pela doença e se afastou da sociedade, relacionando-se apenas com dois escravos e ajudantes. Nos dois últimos anos de vida se viu inteiramente cego e impossibilitado de trabalhar. Morreu em algum dia de 1814 sobre um estrado em casa de sua nora, na mesma Vila Rica onde nascera.


PRINCIPAIS OBRAS DO ALEIJADINHO

Em Ouro Preto:

Os doze profetas - Santuário de Bom Jesus de
Matorsinhos, Congonhas, MG   

  • Igreja de São Francisco de Assis (risco geral, risco e esculturas da portada, risco da tribuna do altar-mor e dos altares laterais, esculturas dos púlpitos, do barrete, do retábulo e da capela-mor);
  • Igreja de Nossa Senhora do Carmo (modificações no frontispício e projeto original, esculturas da sobreporta e do lavatório da sacristia, da tarja do arco-cruzeiro, altares laterais de são João Batista e de Nossa Senhora da Piedade);
  • Igreja das Mercês e Perdões ou Mercês de Baixo (risco da capela-mor, imagens de roca de são Pedro Nolasco e são Raimundo Nonato); 
  • Igreja São Francisco de Paula (imagem do padroeiro);
  • Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias (quatro suportes de essa);
  • Igreja de São José (risco da capela-mor, da torre e do retábulo); 
  • Igreja de Nosso Senhor Bom Jesus de Matosinhos ou de São Miguel e Almas (estátua de são Miguel Arcanjo e demais esculturas no frontispício);
  • Igreja de Nossa Senhora do Rosário (imagem de santa Helena); e as imagens de são Jorge, de Nossa Senhora, de Cristo na coluna e quatro figuras de presépio hoje no Museu da Inconfidência.

Em Congonhas:

  • Igreja matriz (risco e escultura da sobreporta, risco do coro, imagem de são Joaquim).

Em Mariana:

  • chafariz da Samaritana.

Em Sabará:

  • Igreja de Nossa Senhora do Carmo (risco do frontispício, ornatos da porta e da empena, dois púlpitos, dois atlantes do coro, imagens de são Simão Stock e de são João da Cruz).

Em São João del-Rei:

  • Igreja de São Francisco de Assis (risco geral, esculturas da portada, risco do retábulo da capela-mor, altares colaterais, imagens de são João Evangelista); 
  • Igreja de Nossa Senhora do Carmo (risco original frontispício e execução da maioria das esculturas da portada).

Em Tiradentes:

  • Matriz de Santo Antônio (risco do frontispício).


sábado, 21 de abril de 2012

A história do Funk! Ao ouvir, coloque fones de ouvido!


James Brown
Sim! Ele é o mestre!
Já era hora explicar para essa massa adolescente a origem de um estilo que tira do sério boa parte de quem lê o Bruto. Ou não! O Funk é um estilo musical que não nasceu a pouco tempo, já existia desde a década de 60 no século XX. O Funk Carioca já aparecia depois nos anos 70 e hoje toca em qualquer aparelho de  MP3 de adolescente, principalmente nos ônibus quando você quer ter um momento para relaxar seu cérebro de tanto estres e alguém liga no último volume ao seu lado, sem usar um simples fone de ouvido de uma forma mais pessoal. Como nós somos fãs de Metal e Vikings assumidos, temos uma regra: "Temos sempre que conhecer seu inimigo." (mesmo que o seu inimigo não conheça a si próprio!). E também sabemos que boa parte dos jovens (fãs do funk) leem o Bruto, assim abrimos mão de nossos conceitos. (Pô! preconceitos a parte, gente!)

O Funk é um estilo bem característico da música negra norte-americana, desenvolvido por artistas como James Brown e por seus músicos, especialmente Maceo e Melvin Parker.
O funk pode ser melhor reconhecido por seu ritmo sincopado, pela densa linha de baixo, pelo ritmo das guitarras, pelos vocais de alguns de seus cantores e grupos (como Cameo, ou os Bar-Kays). E ainda pela forte e rítmica seção de metais, pela percussão marcante e ritmo dançante, e a forte influência do jazz (como exemplos, as músicas de Herbie Hancock, George Duke, Eddie Harris e outros).

Origem do funk
Os músicos negros norte-americanos primeiramente chamavam de funk à música com um ritmo mais suave. Posteriormente passaram a denominar assim aquelas com um ritmo mais intenso, agitado, por causa da associação da palavra "funk" com as relações sexuais (a palavra funk também era relacionada ao odor do corpo durante as relações sexuais). Esta forma inicial de música estabeleceu o padrão para músicos posteriores: uma música com um ritmo mais lento, sexy, solto, orientado para frases musicais repetidas (riffs) e principalmente dançante. Funky era um adjetivo típico da língua inglesa para descrever estas qualidades. Nas jam sessions, os músicos costumavam encorajar outros a "apimentar" mais as músicas, dizendo: Now, put some stank (stink/funk) on it!" (algo como "coloque mais 'funk' nisso!"). Num jazz de Mezz Mezzrow dos anos 30, Funky Butt, a palavra já aparecia. Devido à conotação sexual original, a palavra funk era normalmente considerada indecente. Até o fim dos anos 50 e início dos 60, quando "funk" e "funky" eram cada vez mais usadas no contexto da soul music, as palavras ainda eram consideradas indelicadas e inapropriadas para uso em conversas educadas. A essência da expressão musical negra norte-americana tem suas raízes nos spirituals, nas canções de trabalho, nos gritos de louvor, no gospel e no blues. Na música mais contemporânea, o gospel, o blues e suas variantes tendem a fundir-se. O funk se torna assim um amálgama do soul, do jazz e do R&B.


Década de 1970 e atualidade
George Clinton
Claro!!!
Nos anos 70, George Clinton, com suas bandas Parliament, e, posteriormente, Funkadelic, desenvolveu um tipo de funk mais pesado, influenciado pela psicodelia. As duas bandas tinham músicos em comum, o que as tornou conhecidas como 'Funkadelic-Parliament'. O surgimento do Funkadelic-Parliament deu origem ao chamado P-Funk', que se referia tanto à banda quanto ao subgênero que desenvolveu.
Outros grupos de funk que surgiram nos anos 70 incluem: B.T. Express, Commodores, Earth Wind & Fire, War, Lakeside, Brass Construction, Kool & The Gang, Chic, Fatback, The Gap Band, Zapp, Instant Funk, The Brothers Johnson, Skyy, e músicos/cantores como Rick James, Chaka Khan, Tom Browne, Kurtis Blow (um dos precursores do rap), e os popstars Michael Jackson e Prince.
Nos anos 80 o funk tradicional perdeu um pouco da popularidade nos EUA, à medida em que as bandas se tornavam mais comerciais e a música mais eletrônica. Seus derivados, o rap e o hip hop, porém, começaram a se espalhar, com bandas como Sugarhill Gang e Soulsonic Force. A partir do final dos anos 80, com a disseminação dos samplers, partes de antigos sucessos de funk (principalmente dos vocais de James Brown) começaram a ser copiados para outras músicas pelo novo fenômeno das pistas de dança, a house music.
Nesta época surgiu também algumas derivações do funk como o Miami Bass, DEF, Funk Melody e o Freestyle que também faziam grande uso de samplers e baterias eletrônicas. Tais ritmos se tornaram combustível para os movimentos Break e Hip Hop. Os anos 80 viram também surgir o chamado funk-metal, uma fusão entre guitarras distorcidas de heavy-metal e a batida do funk, em grupos brancos como Red Hot Chili Peppers e Faith No More.
O Funk vem se tornando cada vez mais tocado e vários outros instrumentos estão aderindo ao estilo. A Gaita é um exemplo de como um instrumento que antes era bem caracteristico de outro estilo pode se adaptar bem ao Funk. Um dos únicos gaitistas a tocar gaita no Funk é André Carlini.

O funk no Rio de Janeiro

O funk ganhou espaço na mídia brasileira há pouco menos de uma década, embora sua história tenha quase trinta anos. O nascimento deste ritmo, como a de muitos outros no Brasil, está intimamente ligado aos Estados Unidos. O pianista norte-americano Horace Silver, na década de 60, pode ser considerado o pai do funk. Silver uniu o jazz à soul music e começou a difundir a expressão "funk style". Nesta época, o funk ainda não tinha a sua principal característica: o swing. Foi com James Brown que o estilo tornou-se dançante e ganhou o mundo. A soul music foi trazida ao Brasil por cantores como Gerson King Combo, que lançou em 1969 o disco Gerson Combo Brazilian Soul, com sucessos brasileiros como Asa Branca executados com a batida importada dos Estados Unidos. Tim Maia, Carlos Dafé e Tony Tornado também começaram a tocar sucessos do soul e adotaram a atitude e o estilo americanos do Black Power, fundando o movimento Black Rio. A grande musa da época era a paulistana Lady Zu. Na década de 70 surgiram as primeiras equipes de som no Rio de Janeiro, como a Soul Grand Prix e a Furacão 2000, que organizavam bailes dançantes. Os primeiros bailes eram feitos com vitrolas hi-fi e as equipes foram, aos poucos, crescendo e comprando equipamentos melhores.
Furacão 2000
Aqui começou!
A partir da década de 80, o funk no Rio foi influenciado por um novo ritmo da Flórida, o Miami Bass, que trazia músicas mais erotizadas e batidas mais rápidas. A partir de 1989, quando os bailes começaram a atrair cada vez mais pessoas, foram lançadas músicas em português. As letras retratavam o cotidiano dos freqüentadores: abordavam a violência e a pobreza das favelas. Na época, o funk falava sobre as drogas, as armas, os comandos, mas artistas desta fase, como Claudinho e Buchecha, evoluíram para outros tipos de tema. Ao mesmo tempo que as músicas abordavam o cotidiano das classes baixas, alguns bailes começaram a ficar mais violentos e ser palco de "brigas de galeras", onde pessoas de dois lugares dividiam a pista em duas e quem ultrapassasse as fronteiras de um dos "lados", era agredido pela outra galera. A pressão da polícia, da imprensa e a criação de uma CPI na Assembléia do Rio de Janeiro em 1999 e 2000 acabaram com a violência em grande parte dos bailes, ao mesmo tempo que as músicas se tornaram mais dançantes e as letras, mais sensuais. Esta nova fase do ritmo, descrita por alguns como o new funk, se tornou sucesso em todo o país e conquistou lugares antes dominados por outros ritmos, como o Carnaval baiano.
Agora terminou nisso! 
Recentemente o Funk tem se firmado como o ritmo mais ouvido e o mais influenciador da juventude carioca. Do morro ao asfalto o Funk conseguiu de uma maneira não muito usual, integrar as classes cariocas, tão grotescamente divididas na geografia da cidade. Ao falar sobre a realidade e atual situação do Rio de Janeiro de maneira irreverente e muitas vezes criminosa, curiosamente o Funk caiu nas graças da massa jovem. Seu ritmo envolvente e batida forte também contribuíram para essa adoração. Algumas letras eróticas e de duplo sentido também revelam uma criatividade e liberdade de expressão não comuns a outros estilos musicais no Brasil. O Funk ganha cada vez mais espaço fora do Rio e ganha reconhecimento internacional, sendo eleito umas das grandes sensações do verão europeu em 2005 e ser base para um hit de sucesso da cantora MIA, "Bucky Done Gun". Com o nascimento de novas equipes de Funk e rádios de Funk, além do interesse cada vez maior nos bailes por parte da classe média, principalmente o baile do castelo das pedras, em Rio das Pedras, Zona Oeste, controlado por milícias cariocas e fora da atuação do tráfico de drogas, o Funk vem se firmando como um ritmo forte e crescente, sofrendo o mesmo processo de preconceito do samba, em seu início, nas também periferias e favelas cariocas.
O funk carioca muitas vezes faz apologia as drogas, ao sexo e a violência, por outro lado tem músicas feitas para falar da dificuldade que as pessoas da favela passam.O funk por muito tempo foi considerado música feita para periferia, hoje em dia muitos jovens de todas as classes, gostam e curtem a batida do funk.


PS: O começo dessa matéria foi apenas uma brincadeira, não levem tãããão a sério, galera! Prometemos nas próximas matérias uma sobre o ROCK e o ROCK METAL! YEAH!!!

Fonte: Wikipédia - pt.wikipedia.org/wiki/Funk
Imagens: No google imagens 
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