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quinta-feira, 7 de março de 2013

A História da cidade do Rio de Janeiro

Em 1 de janeiro de 1502 quando a primeira expedição portuguesa comandada por Gaspar de Lemos, veio explorar a costa brasileira, ao entrar na barra da Baía de Guanabara, confundiu-a com a foz de um grande rio, chamando-a de Rio de Janeiro. Este nome, desde então, passou a designar as terras que ficavam em torno daquela baía. Quando em 1534 D.João III, rei de Portugal, dividiu o Brasil em capitanias hereditárias, dois lotes foram doados a Martim Afonso de Sousa. O primeiro, que não foi colonizado, reverteu à Coroa, com o nome de Capitania do Rio de Janeiro. O segundo desenvolveu-se com o nome de São Vicente. Em 1555, invasores franceses, sob o comando de Nicolau Durand de Villegaignon, instalaram-se nas ilhas da Baía de Guanabara com o propósito de fundar a França Antártica. Fizeram aliança com os primitivos habitantes da terra, os índios tamoios, ameaçando seriamente o domínio português no Brasil. Os governadores-gerais do Brasil - Duarte da Costa e Mem de Sá - tentaram expulsar os franceses do Rio de Janeiro e não conseguiram. A conselho dos jesuítas Nóbrega e Anchieta, a rainha-regente D. Catarina, resolveu ordenar a fundação de uma cidade às margens da Baía de Guanabara que teria como função principal a defesa desse trecho do litoral brasileiro.
Assim, no dia 1 de março de 1565, Estácio de Sá desembarcou numa praia entre o Pão de Açúcar e o Morro Cara de Cão, instalando oficialmente a cidade que se chamou São Sebastião do Rio de Janeiro em homenagem ao rei-menino de Portugal D. Sebastião e ao santo do mesmo nome, que se tornou o padroeiro da cidade. Durante cerca de dois anos, Estácio de Sá comandou a defesa da cidade, aproveitando-se do relevo acidentado da área para construir tranqueiras que impediam a aproximação do inimigo. As lutas, nesse tempo, eram de emboscadas. A expedição de Estácio de Sá que, não era grande, partiu de Portugal e foi acrescida de soldados recrutados entre pequenas povoações da Bahia, Espírito Santo e São Vicente. Muitos índios, como os Temiminós, participavam da defesa portuguesa, contudo, o contingente era ainda deficiente para destroçar as forças francesas e tamoias. Por isso, o próprio governador-geral Mem de Sá saiu de Salvador, então capital da Colônia, e veio ajudar seu sobrinho Estácio de Sá no combate aos franceses. A 20 de janeiro de 1567, trava-se uma batalha decisiva, no forte Uruçumirim (local do atual Outeiro da Glória), e os franceses foram obrigados a abandonar suas instalações, retornando à França. Três dias depois, foi destruído o último reduto francês, o Forte de Paranapecu, na Ilha do Governador. Era a expulsão definitiva do inimigo e a primeira vitória para a cidade recém-fundada que, até hoje, guarda por tradição alguns dos fortes que serviram para consolidar o domínio português. No combate de Uruçumirim, Estácio de Sá foi mortalmente ferido no rosto por uma flecha envenenada, vindo a falecer um mês depois. A administração da cidade passa, então, a ser feita pelo próprio governador-geral Mem de Sá que logo providenciou a transferência da urbe para lugar mais seguro e espaçoso, o alto de um morro, que teve várias denominações, entre elas: Descanso e São Januário, consagrando-se, contudo, a de Morro do Castelo, mais tarde demolido, onde, hoje, se encontra a Esplanada do Castelo. Em 1568, Mem de Sá retorna a Salvador e deixa outro sobrinho - Salvador Correia de Sá -administrando o Rio de Janeiro.
Ilustração primordial mostrando os bairros mais
famosos do Rio que logo surgiriam na mata fechada 
A cidade foi crescendo no Morro do Castelo, onde foram construídos os primeiros prédios importantes, como a Casa da Vereança, a Igreja Matriz de São Sebastião, o Colégio dos Jesuítas, a Igreja de Santo Inácio, armazéns e residências. Para efetivar o povoamento da região, sesmarias são distribuídas por todo o sertão carioca e começam a surgir os engenhos de açúcar, as lavouras, os curtumes. Onde houvesse uma pequena comunidade, aparecia uma capelinha, a fim de que os colonos pudessem cumprir seus deveres de católicos. Em pouco tempo a cidade começa a descer o morro e espalhar-se pela várzea. Ainda no final do século XVI começam a chegar os primeiros escravos da África para trabalhar nos engenhos de açúcar. Segundo estimativa de Anchieta, a população do Rio de Janeiro e arredores era de 3.850 habitantes, sendo 3.000 índios, 750 brancos e 100 negros. Distingui-se o século XVII do anterior, no que se refere à vida da Cidade do Rio de Janeiro, pela época em que se formou o espírito cívico da população, tempo em que os cariocas aprenderam a resolver seus problemas cotidianos. Ao iniciar-se aquele século, existia à margem da Baía de Guanabara um modesto povoado, de casas de barro e pau-a-pique, mal alinhadas, que se estendeu até a várzea sem a menor preocupação de urbanização. No final do mesmo século estava a cidade constituída não, apenas, administrativa mas, também, socialmente. Desdobravam-se as ruas na baixada central, aquelas modestas casinhas cediam lugar a numerosos sobrados na Rua Direita. Até o governador da cidade foi residir naquela rua, que hoje é a Primeiro de Março. Foi o século da agricultura, da fixação dos povoadores nas sesmarias distribuídas pelos governadores e da construção dos conventos de três importantes ordens religiosas que aqui se haviam estabelecido - Beneditinas, Franciscanas e Carmelitas - respectivamente Mosteiro de São Bento, Convento de Santo Antônio e Convento do Carmo. Foi, também, quando se deu a primeira rebelião popular da cidade que abalou até a confiança da Coroa Portuguesa. A população do Rio de Janeiro, nessa época, atingiu a 12.000 habitantes. No século XVIII, a zona urbana do Rio de Janeiro começa a ampliar seus limites além da " Vala" , hoje Rua Uruguaiana, estendendo-se as novas ruas às imediações do "Campo da Cidade", onde mais tarde se situou o Campo de Santana.
Com a extinção da Companhia de Jesus, em 1759, as fazendas e engenhos da zona rural, "o sertão carioca", começaram a se repartir em pequenas chácaras, vivendas confortáveis de arrabaldes que se originavam nas zonas norte e sul da cidade. Era o surgimento de São Cristóvão e Botafogo, como áreas novas procuradas pela população. A presença dos vice-reis no Rio de Janeiro estimulou uma vida social mais intensa e, surgem a partir de 1767 os primeiros teatros da cidade: A Casa da Ópera, do Padre Ventura, e o teatro de Manuel Luís. Os transportes para pequenas distâncias aumentam: cadeirinhas, liteiras, serpentinas e palanquins são vistos com freqüência no fim do século.
As festas populares se aprimoram com a vinda, em 1808, da família real portuguesa para o Brasil, aparecendo o desfile de "carros de idéias", que seriam um prenúncio dos préstitos carnavalescos. O aspecto geral da cidade, também, melhorou com as primeiras medidas sanitárias além de outras, visando à infra-estrutura urbana: calçamento das Ruas da Vala e do Cano, aterro de lagoas da zona urbana, isolamento de leprosos num hospital, construção de um cais, abertura dos primeiros jardins e praças, iluminação com lampiões de azeite de peixe, construção de chafarizes, úteis e belos, graças a primeira adutora do Carioca. Surgem, ainda, os primeiros prédios públicos dignos de uma capital, como o Palácio dos Governadores (o Paço Imperial na Praça Quinze de Novembro), o Palácio Episcopal, no Morro da Conceição, o Senado da Câmara ( no mesmo local onde hoje está o Palácio Tiradentes ), a Casa do Trem ( posteriormente Arsenal de Guerra, hoje Museu Histórico Nacional ), o Arsenal da Marinha, o Hospital Militar e vários quartéis de Infantaria, Artilharia e Cavalaria. Muitas igrejas se erguem, como a do Carmo (na Praça Quinze de Novembro) e a de São Francisco da Penitência (ao lado do Convento de Santo Antônio). Capelas e pequenas ermidas de séculos anteriores se transformam em imponentes templos. A população aumenta, o comércio se expande, o porto melhora. O café começa a ser cultivado no Rio de Janeiro e, segue o seu caminho pelo Vale do Paraíba. A cidade , porém, não perde suas tradições provincianas: horas anunciadas pelos badalos de sinos, relógios de sol, comemorações religiosas, procissões promovidas com aparato pelas irmandades rivais, casas sem venezianas, poucos divertimentos para as mulheres. Assim, com cerca de 50.000 habitantes, o Rio de Janeiro chega ao final do século XVIII. Muitos melhoramentos recebeu a cidade no século XIX. Se compararmos à pequena capital da Colônia encontrada por D. João, com a extensa cidade deixada por D. Pedro II, veremos que muitas diferenças se faziam notar, a começar pelos limites da parte urbana que eram bem outros. Enquanto no alvorecer do século XIX, no tempo dos Vice-Reis, o núcleo urbano atingia apenas o Campo de Santana - ainda um simples terreno baldio, sem jardins - no final do mesmo século a urbanização do Centro ultrapassava o Largo do Rossio Pequeno, depois Praça Onze de Julho e, fazia-se necessária a drenagem dos pântanos que atingiam São Cristóvão, através do Canal do Mangue. A evolução dos transportes coletivos, o trem e o bonde assinalaram o desenvolvimento dos subúrbios e dos novos bairros residenciais, antes sertão da cidade.
O abastecimento de água domiciliar que obrigou o governo a captar novos mananciais fluminenses, também, possibilitou a fixação de uma população mais numerosa. A iluminação a gás, a partir de 1854, depois a implantação da eletricidade, foram fatores importante na transformação do Rio.
O problema das comunicações, com muitas introduções de novos processos, como o telégrafo, o correio domiciliar, o cabo submarino para o telégrafo e até o telefone, foi outro aspecto importante de modernização. Medidas a favor da higiene, como o sistema de esgotos, construção de hospitais e cemitérios públicos vieram contribuir para reformular o conceito negativo que os estrangeiros tinham do Rio. Os acontecimentos políticos, como a Guerra do Paraguai, a Campanha Abolicionista e a própria Proclamação da República, repercutiam intensamente nesta capital, a ponto de influir diretamente na mudança da nomenclatura dos lugares públicos. As conseqüências desses eventos não se refletiram somente nesse aspecto mas, sim, no próprio estilo de vida do carioca, isto é, sobre a sociedade de então. Por exemplo, a falta do trabalho escravo nas velhas mansões apalacetadas do Segundo Reinado, vivendas que possuíam imensos jardins e numerosos cômodos a zelar, obrigou muitos nobres senhores a se desfazerem das mesmas. O próprio Governo Provisório comprou alguns desses palácios e os utilizou para suas repartições públicas. Tal foi o caso do Palácio Itamarati, transformado, depois, em Ministério das Relações Exteriores, onde hoje funciona o Museu Histórico e Diplomático do Palácio Itamarati. A mudança do sistema de governo monárquico em republicano, de certa forma, também influiu na democratização das moradias. O desaparecimento da classe nobre igualou os cidadãos da nova República e, as grandes chácaras da Tijuca, Andaraí, Botafogo e Laranjeiras foram loteadas, exigindo menor número de serviçais. As que se mantiveram foram ocupadas por hotéis, colégios, asilos, prédios públicos e, quando muito desvalorizadas, se transformaram em "cabeças de porco" ou "cortiços". A cidade crescia para os lados do mar, na zona sul, de maneira a arejar mais o centro. Em 6 de julho de 1892 a Companhia Ferro Carril Jardim Botânico abria o primeiro túnel para ligar o Centro ao longínquo bairro praiano de Copacabana.
No início do século XX, na gestão do prefeito Pereira Passos que participara no Segundo Reinado da construção da Estrada de Ferro Corcovado, o Rio sofreu uma grande transformação que lhe daria um aspecto inteiramente modernizado. O presidente da República Rodrigues Alves dera carta branca a Pereira Passos e a seus principais auxiliares: Oswaldo Cruz e Francisco Bicalho. Este foi o construtor do novo Porto do Rio de Janeiro, inaugurado em 1910. Oswaldo Cruz saneou a cidade, acabando com três epidemias terríveis que vinham assolando a população a cada ano: febre amarela, varíola e peste bubônica. Destacou-se, ainda, a figura do engenheiro Paulo de Frontin, encarregado de construir a maior parte das obras projetadas pelo prefeito Pereira Passos. Os melhoramentos de Pereira Passos atingiram a cidade de ponta a ponta, começando pelo Centro, onde se abriu a Avenida Central, hoje Rio Branco, a mais larga da época. Outras ruas foram rasgadas e, muitas, alargadas na área central; jardins remodelados, outros criados. Os subúrbios, também, foram beneficiados. A Floresta da Tijuca teve seus caminhos alargados, a Avenida Beira Mar foi aberta até Botafogo. Depois de Pereira Passos, outros prefeitos realizaram obras notáveis na cidade como, por exemplo, Carlos Sampaio que iniciou o arrasamento do Morro do Castelo, abrindo novo espaço para a urbanização de uma grande área no Centro, onde seriam inaugurados vários Ministérios. A derrubada do Morro do Castelo levou consigo boa parte da história do início da cidade do Rio de Janeiro que lá se instalara, quando da expulsão, definitiva, dos franceses, no século XVI. Em 12 de outubro de 1931 foi inaugurado o Cristo Redentor, maior símbolo da cidadedo Rio de Janeiro.
Até 1945 surgiram importantes avenidas como a Presidente Vargas e a Brasil. São dessa época o Parque da Cidade, na Gávea, o Jardim de Alah, o Corte do Cantagalo e a estrada cimentada para o Corcovado.
Nos anos de 1950 e 1960 foram destaques: a demolição de boa parte do Morro de Santo Antônio, para o aterro do Parque do Flamengo. Apesar da mudança da capital para Brasília, em 1960, o Rio de Janeiro, transformado em cidade-estado da Guanabara, continuou sendo importante pólo turístico, cultural e comercial. Os investimentos públicos se intensificaram nas áreas mais ricas, acelerando o processo de especulação imobiliária. A única cidade-estado do país ficou sob a administração do, então, governador Carlos Lacerda, o primeiro da Guanabara, que desativou o serviço de bondes, substituindo-os por ônibus elétricos, de curta existência. Abriu dois túneis complementares em Copacabana, além do túnel Santa Bárbara, entre os bairros de Catumbi e Laranjeiras e, ligou as zonas norte e sul, com o túnel Rebouças, na época o maior túnel urbano do mundo. Urbanizou o aterro do Flamengo, construiu a Rodoviária Novo Rio. Realizou a política de construção de viadutos e vias expressas para desafogar o trânsito, adotando o Plano Doxiades, do qual resultou, anos depois, a construção das linhas Vermelha e Amarela. Levantou bairros proletários para a população de favelas, removendo-as dos morros da cidade. Deu término à construção de adutora para a normalização do fornecimento de água à cidade. No final da década de 1960 e nos anos de 1970, grandes obras foram realizadas: o alargamento da praia de Copacabana, tornando sua curva atlântica ainda mais encantadora; o elevado da Avenida Paulo de Frontin; a primeira etapa da auto-estrada Lagoa-Barra; a ponte Rio-Niterói e o Metrô. O urbanismo moderno encontrou sua última expressão no Plano Lúcio Costa para a Baixada de Jacarepaguá e Barra da Tijuca. Em 1975, com a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, a cidade passou a ser a capital do estado com o título de Município do Rio de janeiro. A década de 90 foi importante e representou mudança para a vida da cidade. Podemos apontar o ano de 1992, com a escolha do Rio de Janeiro como centro mundial do debate sobre desenvolvimento e meio-ambiente, com a Eco 92. Este fato desencadeou uma série de ações governamentais traduzidas em investimentos na cidade, além de devolver a autoestima do carioca. A partir de 1993, com uma nova gestão de governo, a cidade do Rio de Janeiro experimentou uma fase marcada por grandes obras públicas, programas sociais, a volta à ordem pública, saneamento financeiro que transformaram o Rio de Janeiro em uma cidade pronta para enfrentar os desafios do novo milênio. A construção da Linha amarela, importante via de ligação entre a Zona Norte e Zona Oeste; o Programa Favela-Bairro, que integra as favelas do Rio de Janeiro ao tecido urbano da cidade; o Rio Cidade, são exemplos de intervenções urbanas que procuram garantir bem-estar e funcionalidade de serviços à população. Num país de civilização jovem como o Brasil, uma cidade de quatrocentos e trinta e cinco anos representa um patrimônio que deve ser zelado pelos brasileiros e conhecido pelos estrangeiros, já que possui um espírito formado através de muitas gerações, que trabalharam em seu solo, lutando contra obstáculos imensos. Por circunstâncias várias, o Rio de Janeiro foi sempre uma cidade aberta a todos. É aí que reside a sua principal característica: a alma carioca da cidade, essa alma tão conhecida pelo seu humor, pela sua espontaneidade, pela sua hospitalidade, pela sua grandeza em acolher a todos com o mesmo amor.

O Rio de Janeiro hoje:

É a 2ª maior cidade brasileira e 3ª maior da América do Sul, após São Paulo e Buenos Aires - em população. Possui uma área de 1.182 km² e mais de seis milhões de habitantes em sua área urbana. Cerca de 95,8% da população é alfabetizada, existindo cerca de 1.696 estabelecimentos de ensino pré-escolar, 2.204 do ensino fundamental e 598 do ensino médio. Além disso, em 2007, possuía 1.595 estabelecimentos de saúde total (sendo 172 públicos), 21.103 leitos, 1.062 agências e 1.801.863 domicílios permanentes registrados. A capital do turismo no Brasil, aos poucos vem perdendo espaço nesse segmento, em razão da violência urbana, tráfico de drogas, epidemias (de dengue - a mais recente e também a maior em número de casos, do país), poluição de suas praias e o caos do seu trânsito urbano. A cidade possui um dos mais movimentados portos da América Latina, bem como o é o segundo maior centro de movimento de aeronaves (aeroportos de Santos Dumont e Galeão). O cartão postal do país, lembrado pelo Pão de Açúcar, Corcovado e pelo melhor carnaval do mundo é também um grande centro cultural, artístico e industrial do país, configurando como metrópole continental e segunda mais importante cidade brasileira.

P.S.: O gentílico "carioca", aos nascidos na cidade, só foi usado a partir de 1834, quando da criação do município neutro desmembrado da província do Rio de Janeiro. Antes disso, os nascidos aqui eram chamados de fluminenses, como ainda o são os nascidos no Estado do Rio de Janeiro, não na cidade. Gentílico derivado da palavra latina flumens: rio.
A origem do topônimo carioca - cari=branco + oca=casa --, ou seja casa de branco, numa alusão a casa de pedra mandada erguer por Gonçalo Coelho, na expedição portuguesa de 1503, o primeiro desembarque de europeus em terra do Rio de Janeiro. No entanto é um argumento pouco provável. É mais fácil acreditar que o local era chamado pelos tamoios de Acari-oca, toca de acará, peixe abundante naquela praia. Do local o nome passou a designar os habitantes do Rio de Janeiro.

Fonte: http://www.portalbrasil.net/
P.S.(2) Essa matéria é dedicada a aluna "Camila" que esta sendo uma carioca por alguns dias...

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Stonehenge: As ruínas celtas mais famosas do mundo


As pedras que vemos hoje representam Stonehenge em ruína. Muitas das pedras originais que tenha caído ou sido removido por gerações anteriores para construção de casa ou reparação de estradas. Houve efeitos graves para algumas das pedras azuis menores resultantes do contacto próximo visitante (proibida desde 1978), e os entalhes pré-históricos sobre as pedras maiores arenito mostrar sinais de desgaste significativo. Construção do Henge No seu dia, a construção de Stonehenge era um façanha de engenharia impressionante, quantidades que necessitam de tempo, empenho e vasta do trabalho manual. Em sua primeira fase, Stonehenge era um aterro grande, um arranjo de banco e vala chamada de henge, construído cerca de 5.000 anos atrás. Acredita-se que a vala foi cavada com ferramentas feitos a partir de chifres de veado, e, possivelmente, madeira. O giz subjacente foi solto com picaretas e enfiou com as omoplatas de gado. Em seguida, foi carregado em cestos e levado. As experiências modernas têm mostrado que essas ferramentas eram mais do que igual a grande tarefa de escavar a terra e em movimento. Os Bluestones Cerca de 2.000 aC, a primeira pedra círculo (que é agora o círculo interno), composto de pedras azuis pequenos, foi criado, mas abandonadas antes da conclusão. As pedras utilizadas no primeiro círculo que se acredita ser das Montanhas Prescelly, localizado a cerca de 240 milhas de distância, na ponta sudoeste do País de Gales. As pedras azuis pesar até 4 toneladas cada, e cerca de 80 pedras foram utilizadas, em todos os. Dada a distância que tinha de viajar, este apresentou um grande problema de transporte. 


Modernas teorias especulam que as pedras foram arrastados pelo rolo e trenó das montanhas do interior para as cabeceiras do Milford Haven . Lá, eles foram carregados em jangadas, balsas ou barcos e navegou ao longo da costa sul do País de Gales, em seguida, a Avon Rios e Frome a um ponto próximo da atual Frome em Somerset. A partir deste ponto, então a teoria, as pedras foram transportados por terra, mais uma vez, para um lugar perto Warminster, em Wiltshire, cerca de 6 quilômetros de distância. De lá, ele está de volta para a piscina para um flutuador lento Rio Wylye de Salisbury, em seguida, a Avon Salisbury a oeste de Amesbury, deixando apenas um arrastar milhas curto 2 de West Amesbury para o site de Stonehenge. Construção do anel externo O gigante arenito pedras (que formam o círculo externo), pesar até 50 toneladas cada. Para transportá-los a partir dos Downs Marlborough, a cerca de 20 milhas ao norte, é um problema de magnitude ainda maior do que a de mover as pedras azuis. A maior parte do caminho, o curso é relativamente fácil, mas a parte mais íngreme do percurso, em Chifre Vermelho Hill, estudos de trabalho modernos estimam que pelo menos 600 homens teria sido necessário apenas para obter cada pedra passado este obstáculo.
Uma vez no local, uma pedra de arenito foi preparado para acomodar lintéis de pedra, ao longo da sua superfície superior. Foi, então, arrastado até ao fim era sobre a abertura do furo. Alavancas grandes foram inseridos sob a pedra e foi levantada até que a gravidade fez deslizar para dentro do orifício. Neste ponto, a pedra ficou em cerca de um ângulo de 30 ° a partir do solo. As cordas foram ligados ao topo e equipas de homens retirados do outro lado para elevá-la para a posição de pleno direito. Ele foi garantido por encher o buraco em sua base, com pequenas pedras redondas de embalagem. Neste ponto, os lintéis foram reduzidos no lugar e fixado verticalmente por encaixe e junções de espiga e horizontalmente por juntas de lingueta e ranhura. Stonehenge foi provavelmente finalmente concluída por volta de 1500 aC. que construíram Stonehenge? A questão de quem construiu Stonehenge é em grande parte sem resposta, até hoje.

O monumento construção tem sido atribuída a muitos povos antigos ao longo dos anos, mas o mais cativante e atribuição suportando tem sido a de os druidas . Esta conexão errada foi feita pela primeira vez cerca de 3 séculos atrás pelo antiquário, John Aubrey . Júlio César e outros escritores romanos disse de um sacerdócio celta que floresceu em todo o tempo de sua primeira conquista (55 aC). Por esta altura, porém, as pedras tinham sido parado por 2.000 anos, e eram, talvez, já em uma condição arruinada. Além disso, os druidas adoravam em templos da floresta e não tinha necessidade de pedra estruturas . A melhor suposição parece ser que o site Stonehenge foi iniciada pelo povo do falecido Neolítico período (cerca de 3000 aC) e levada adiante por pessoas a partir de uma nova economia que foi surgindo no momento. 
Essas "novas" pessoas, chamadas Folk Beaker por causa de seu uso de cerâmica beber vasos , começou a usar instrumentos de metal e de viver de uma forma mais comum do que seus ancestrais. Alguns pensam que eles podem ter sido os imigrantes do continente, mas que a tese não é suportado pelo arqueológico provas. É provável que eles eram povos indígenas fazendo as mesmas velhas coisas de novas maneiras. segundo a história: A lenda do Rei Arthur fornece uma outra versão da construção de Stonehenge. Ela é contada pelo escritor do século XII, Geoffrey de Monmouth, em sua História dos Reis da Grã-Bretanha que Merlin trouxeram as pedras para a Salisbury Plain da Irlanda. Em algum momento do século V, houve um massacre de 300 nobres britânicos pelo líder saxão traiçoeiro, Hengest. Geoffrey nos diz que o rei alto, Aurélio Ambrósio, quis criar um memorial apropriado para os homens mortos. Merlin sugeriu uma expedição para a Irlanda com a finalidade de transplantar o círculo gigante de pedra Anel para a Grã-Bretanha. acordo com Geoffrey de Monmouth, as pedras do Anel do Gigante foram originalmente trazidos da África para a Irlanda por gigantes (quem mais mas os gigantes poderia lidar com o trabalho? ).
As pedras foram localizados em "Monte Killaraus" e foram usadas como local para a realização de rituais e para a cura. Liderados pelo rei Uther e Merlin, a expedição chegou ao local na Irlanda. Os bretões, nenhum dos quais eram gigantes, aparentemente, não tiveram sucesso em suas tentativas de mover as pedras grandes. Neste ponto, Merlin percebeu que apenas suas artes mágicas iria transformar o truque. Então, eles foram desmontados e enviados de volta para a Inglaterra, onde eles foram criados (ver illus. À direita) como tinham sido antes, em um grande círculo, ao redor da sepultura da massa dos nobres assassinados. A história continua a dizer que Aurelius, Uther e sucessor de Arthur, Constantino também foram enterrados lá no seu * tempo. Presente Dia Stonehenge 

Situado em uma vasta planície, cercada por centenas de túmulos redondos, ou túmulos, o site Stonehenge é verdadeiramente impressionante e tanto mais, quanto mais você se aproxima. É um lugar onde o esforço humano quanto foi gasto para um propósito só podemos adivinhar. Algumas pessoas a vêem como um lugar repleto de magia e mistério, alguns como um lugar onde a imaginação do passado pode ser demitido e os outros têm que ser um lugar sagrado. Mas qualquer que seja ponto de vista é trazido a ele e qualquer que seja sua finalidade original era, ele deve ser tratado como os antigos tratados, como um lugar de honra. , a Idade Moderna não foi totalmente tipo de Stonehenge, apesar do serviço de bordo que paga para a preservação do património. Há uma grande rodovia correndo não mais de 100 metros de distância das pedras, e um circo comercial surgiu em torno dele, com estacionamentos, lojas e stands de sorvete. A organização, Patrimônio Inglês, está empenhada em corrigir esses erros, e nos próximos anos, podemos começar a ver Stonehenge no cenário para o qual foi originalmente criado. Apesar de toda a sua dilapidação ea invasão do mundo moderno, Stonehenge, hoje, é uma visão inspiradora, e nenhum roteiro de viagem pela Grã-Bretanha deve omiti-lo.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O LOUVRE - Um dos mais espetacular museu do mundo!

Essa matéria abre mais um tópico no Bruto: "Turístico". No qual mostraremos lugares no mundo no qual a história esta puramente presente. Museus, Galerias e outras localidades famosas ou não. Então, meus caros visitantes do "Blog Bruto". preparem seus passaportes, porque vamos viajar pelo mundo com a nossa "nau viking virtual". URRA!

O Louvre, um castelo ou um palácio real?

O "Castelo do Louvre" foi fundado pelo rei Filipe II em 1190, como uma fortaleza para defender Paris a oeste contra os ataques dos Vikings (Até agora!). No século XIV, o rei Carlos V mandou construir um novo muro. Desta vez, a fortaleza ficou dentro da cidade, perdendo assim, a sua função de defesa. Restos da muralha e o Arco do triunfo podem ser vistas ainda hoje, pois foram preservadas. Já no século XVI, sob o reinado de Francisco I, sob influências do renascimento, onde havia grande exaltação do poder monárquico, iniciou a grande reforma do Louvre, demolindo a antiga fortaleza e construindo o palácio, que se tornou residência real. Entre 1564 a 1572, por ordem da rainha Catarina de Médici, ocorreu a construção do palácio das Tuileries e a residência real foi transferida para lá. Mais tarde, com os reis Luís XIII e Luís XIV, iniciou-se o grande projeto de reunião dos dois palácios. Nessa fase, grandes escultores, pintores, artesão foram contratados para a decoração dos palácios. No entanto, o rei Luís XIV abandona o projeto e inicia a construção do palácio de Versailles, que se tornará residência real até a Revolução Francesa. E assim, ela trouxe o rei Luis XVI e sua família de volta para Tuileries. E logo foi instalado nele a instância dos dirigentes da Revolução. Desse modo, por iniciativa deles, é criado o Museu, em 10 de agosto de 1793, onde o público pôde visitar as antigas coleções reais. Apesar de vários períodos conturbados, das profundas mudanças políticas e do incêndio em maio de 1871, que destruiu Tuileries. O Louvre nunca deixou de ser museu, e suas coleções foram sendo enriquecidas com o passar dos anos. 

A grande reforma e o arquiteto "Ieoh Ming Pei"

No século XX, viu-se a necessidade de reestruturar o palácio para melhor aproveitamento do Museu. Sendo assim, o presidente François Miterrand resolveu a questão: mudou o ministério, fazendo com que o Louvre se dedicasse exclusivamente à cultura, e encarregou o arquiteto Ieoh Ming Pei, de realizar o projeto do Grande Louvre. Antes de falar do projeto, conhecer um pouco sobre Pei, nos fará entender um pouco das mudanças arquitetônicas que o Louvre sofreu. Ele nasceu em 1917, em uma tradicional e prospera família de Cantão, na China, e desde cedo sofreu as influencias da tradição chinesa, com seus valores familiares ligados à filosofia confucionista. Após terminar seus estudos iniciais, decidiu estudar arquitetura, e viajou para São Francisco e, posteriormente, para a Filadélfia. Ainda nos EUA, Pei estudou na Universidade da Pensilvânia e posteriormente no MIT (Massachusets Institute of Tecnology).
 O arquiteto
Ieoh Ming Pei
Em 1940 completou o bacharelado e se casou com uma estudante de Harvard, também vinda da China, que o encoraja e ajuda a também naquela Universidade conseguir uma bolsa de estudos. Cursando Harvard, Pei se envolve com um grupo de arquitetos denominado Walter Groups, com uma perspectiva moderna e simples da arquitetura, e contra, principalmente, às ornamentações desnecessárias. Os arquitetos ali reunidos buscavam uma melhor qualidade e condições de vida com a arquitetura proposta, sendo que cada desenho e projeto deveria ser claro, lógico e fácil de se visualizar. Pei vê cada novo projeto por ele desenvolvido como um novo desafio, que engloba três parâmetros fundamentais: o tempo, o espaço e a função. Todos eles estando sempre em constante equilíbrio, e presentes em cada projeto arquitetônico elaborado. 
Em suas construções, a geometria é uma constante, e é sempre limpa e clara. Ela está presente através de figuras geométricas simples, e combinadas de diferentes formas, pensadas para se harmonizarem com cada detalhe do projeto. Os prédios dele possuem também a característica de, vistos por fora, lembrarem grandes esculturas e blocos de monumentos, quase sempre monocolores, passando a impressão de estarem fechados, e trancados em si mesmos. Mas por dentro sua elegância é ressaltada, e as construções se mostram  intimidantes e muito luminosas, com vários efeitos de luz e sombra. 

A polêmica reforma

O projeto foi inaugurado no dia 15 de outubro de 1988. Como proposto pelo presidente, tinha como principal objetivo a renovação do espaço do Museu, tornando-o mais dinâmico e acessível aos visitantes,
abrindo também espaços novos para exposição. Além disso, outro objetivo mais ousado seria o de reintroduzir o Louvre às atividades e ao cotidiano da pulsante cidade de Paris e de seus habitantes.
Como um dos grandes problemas era a comunicação entre as diversas alas do palácio, Pei construiu uma pirâmide de aço e vidro, que possibilitava uma iluminação natural, ladeada por três pequenas pirâmides, todas circundadas por fontes de água e com uma escada que levava a um centro de informações, onde era possível escolher entre as direções possíveis: Sully (leste), Richelieu (norte) e Denon (sul).
O projeto, na época recebeu vários prêmios, mas foi também muito contestado e criticado, tanto por intelectuais e jornalistas, como também pela população francesa, em particular a parisiense. A crítica maior dizia respeito à pirâmide de vidro e aço, que por suas características arquitetônicas modernas tiraria a beleza do Museu do Louvre, possuidor de uma arquitetura palatal da época da nobreza e da realeza francesas.
Porém, hoje, a pirâmide de vidro não apenas é aceita e apreciada, como já é também um dos símbolos de identificação do Museu, conferindo uma marca de beleza e modernidade ao Louvre, um dos museus mais visitados do mundo. 

Uma estética bem vista

O Louvre é dividido nas três alas já citadas – Sully, Richelieu e Denon, e na parte oeste se encontra as muralhas do século XIV e o centro comercial. Dentro dessas alas o Museu possui oito departamentos: 
  • Antiguidades orientais, 
  • Antiguidades egípcias, 
  • Antiguidades gregas, etruscas e romanas, 
  • Pinturas, 
  • Esculturas, 
  • Objetos de arte, 
  • Artes gráficas e 
  • Arte islâmica.

1796 - Pintura de Robert mostrando um projeto
para a Grande Galeria do Museu do Louvre,
em Paris
Dentre as obras do Museu, algumas possuem mais destaque que as outras e são colocadas em posição ressaltada como, por exemplo: A Monalisa de Leonardo da Vinci (óleo sobre tela, 1503-19), e a Vênus de Milo, Alenxandros de Antióquia. A disposição das obras de arte no Louvre mostra que o espaço em que elas estão inseridas e sua localização foram pensadas e planejadas, não sendo uma disposição aleatória. Isso é muito significante se levarmos em conta que o modo como são dispostas e colocadas no espaço do Museu modificam a percepção dos visitantes a uma lógica buscada e construída pelo Louvre, que faz tal disposição com o intuito de passar idéias, pensamentos e sentimentos muitas vezes não percebidos e inconscientes. Essa lógica é diversa, muitas vezes com intuitos diferentes de acordo com a obra escolhida e, certamente, passível de crítica e de outros pontos de vista e interpretações.
Mas ela é existente e significante, pois percebemos sua influencia e tiramos percepções que vão desde o deslumbre e contentamento, até o choque e euforia ao nos depararmos com uma obra colocada estrategicamente em um contexto espacial criado pelo Museu.
Peguemos por exemplo a famosa estátua, que hoje se encontra no Louvre, da Vitória de Samotrácia. Sua localização no alto e final da escadaria Darú sob um pedestal de pedra que a eleva alguns metros acima dos visitantes que a observam ao andarem ao seu redor, passa a ideia de independência e altivez da estátua, que abre suas asas no ponto mais alto da escada e parece querer voar sobre todos que a observam por baixo. 
Nenhuma outra obra se encontra por perto não por acaso, mas para ressaltar essa impressão, assim como sua localização e o tamanho e tipo do suporte utilizado, que por sua característica também isola a estátua ao impedir um olhar mais de perto e até mesmo a possibilidade de contato entre ela e os visitantes, que devem contemplá-la, admirá-la, como se ela fosse uma grande personagem a se exibir em seu palco meticulosamente montado. Ao observar o Louvre internamente é possível notar várias diferenças, de uma sala para outra, na forma como as pinturas e esculturas são distribuídas. Ao mesmo tempo em que ele conserva salas com estilo totalmente antigo que parecem estar praticamente intactas desde sua formação, a partir das reformas iniciadas com o projeto do Grande Louvre, algumas partes do museu ganharam novas aparências, com aberturas no teto para a entrada de luz natural e nova disposição das pinturas.
Um fato interessante foi a nova forma que dispuseram a pintura da Monalisa. Além de estar atrás de um vidro, contém também uma barreira que impede do público se aproximar muito da obra. Além disso, é possível verificar como o museu dá mais destaque a algumas obras do que a outras. Enquanto o próprio quadro da Monalisa se encontra isolado devido sua importância, a partir da fama que adquiriu, outros quadros não tão famosos são dispostos lado a lado, sem qualquer alusão de proeminência. E isso não ocorre somente com os quadros, mas com as esculturas também, como citado história anteriormente. O Museu do Louvre faz parte da viagem de quem chega a Paris. Ele faz parte da França e da história mundial.

Fonte: http://www.unicamp.br/chaa/PDFTrabs/MI-LouvrePei.pdf - texto de autoria de: Cristiane Braga; 
Gustavo Garotti; Késia Corteze e Thaís Freiria
Complementos do texto: Bruto Informativo da História
Página de acesso: http://www.louvre.fr/

domingo, 6 de maio de 2012

O museu do Crime: Um lugar sinistro para suas férias...


Depois de tanto postar sobre fatos históricos, nós do BRUTO resolvemos mexer com os assuntos mais diversificados. Sem fugir do contexto da historiografia. E como fazer isso? Simples! Nada mais do que comentar sobre lugares que a história esta sempre presente: MUSEUS!
E qual museu seria interessante para postar no nosso blog? Como há vários, pensamos no mais sinistro que existe na cidade de São Paulo: O MUSEU DO CRIME, na Cidade Universitária. Um lugar que guarda as maiores provas criminais do Brasil e os mais grotescos fatos e personagens do mundo do crime. Lugar preferido no nosso viking, vocês não acham?


Recebendo uma média de quatro ou cinco escolas visitantes por mês e um total de 500 pessoas, mais do que expor a história dos crimes mais chocantes e conhecidos do grande público, o Museu da Polícia Civil de São Paulo presta também um serviço social: ao trazer a realidade dos fatos para os jovens com mais de 16 anos, procura atuar como um agente educador, a fim de instruí-los para que não entrem para o mundo das drogas e do crime. Dividido em seções, o Museu apresenta ao visitante primeiramente, para não chocar logo de cara os mais sensíveis a imagens, a história da polícia civil e os efeitos que as drogas lícitas, como bebidas alcoólicas e cigarro, e as ilícitas, como maconha, crack e cocaína, causam aos usuários.
Já um pouco mais para dentro, uma pequena sala abriga fotos explícitas e histórias sobre crimes contra a vida: aborto, infanticídio, suicídio e homicídio. Durante a visita, os monitores procuram não se deter muito tempo ali, pois o conteúdo das imagens pode ser considerado forte para o público que não está acostumado. Em meio à rápida explicação, saltam aos olhos os quatro fetos preservados em formol e instrumentos utilizados para a realização de abortos, alertando principalmente as garotas sobre as possíveis sequelas adquiridas em procedimentos deste tipo. Dando continuidade ao percurso, é curioso observar a reprodução de um cativeiro feito com as grades onde realmente alguém esteve trancafiado e ainda ver, colocada ao lado, a solda utilizada para desmontar a “jaula”.
Seguindo a mesma intenção de reconstituir um ambiente real, encontra-se a cela de uma penitenciária. A porta de metal veio de um corredor do antigo Carandiru – o maior presídio do Estado de São Paulo, implodido em 2002. Mais do que representar como vivem os presos, a cena também propõe um jogo, no qual os alunos são instigados a adivinhar quais objetos não deveriam estar presentes – por exemplo, na vida real, não é permitido o uso de porcelana nas pias e privadas dentro das celas, ou ainda canos de torneira; a televisão deve ser lacrada; e assim por diante. No mesmo ambiente, um painel conta didaticamente como ocorre o processo do julgamento e, novamente, é possível verificar o viés educativo do Museu.

Aulas para a Polícia Civil

Além de fotos, documentos, máquinas de jogos de azar, móveis e instrumentos utilizados pela polícia desde a década de 50, o espaço também abriga armas como facas, revólveres, espingardas e metralhadoras, originalmente usadas em cenas de crimes. Aberto ao público desde 1952, esse acervo já estava disponível em meados dos anos 20 aos alunos da Academia da Polícia Civil, em exposição nos armários das salas de aula da escola e servindo como ilustração às aulas ministradas. Dessa forma, as peças do Museu, naquela época, já tinham a função de apoio didático e técnico aos policiais civis durante a fase de treinamento para as 14 carreiras da corporação, nos cargos de delegado, perito criminal, médico-legista, escrivão, atendente de necrotério e auxiliar papiloscopista (policial especializado em identificação humana). 
Desde que está alocado nesta sede (1970), o Museu possui, inclusive, uma “casa-crime”: uma maquete do tamanho real de uma casa, com sala, cozinha, banheiro e quarto, onde ficam dois bonecos simulando um suicídio ou homicídio e vários vestígios são espalhados para que os próprios alunos da polícia desenvolvam teses e demonstrem a capacidade de investigação, coleta de materiais (perícia) e proponham uma solução para o crime. Esta é a única ala totalmente restrita ao público, disponível apenas para prática de treinamento de futuros policiais e na presença dos professores da Academia. Porém, o trabalho de investigação, a importância da perícia e de provas técnicas, o procedimento para identificação de corpos e até o método para desenvolvimento de retrato falado são etapas para a resolução de um crime citadas e comentadas ao longo do passeio, em todas as outras seções visitadas. Passo a passo da identificação de corpos, a importância da impressão digital e o uso de detector de mentiras

Área Criminal

O Museu ganhou fama principalmente por abrigar uma área dedicada a contar as histórias de crimes notórios, seja pelo grau de crueldade, pelo choque da sociedade na época em que ocorreu ou simplesmente por ter ganho destaque na mídia algum dia. Separado em três grandes grupos (crimes sexuais, patrimoniais e chacinas), o espaço relembra com poucas palavras e algumas imagens –apenas o suficiente– as histórias de figuras como Maníaco do Parque, Chico Picadinho, Bandido da Luz Vermelha, o italiano “homem-gato” Meneghetti e o crime da mala.

 Maníaco do Parque – Chico Estrela


Francisco de Assis Pereira foi preso no dia 4 de agosto de 1998, acusado de estuprar e matar 10 mulheres no Parque do Estado, no Km 16 da Rodovia dos Imigrantes. O rapaz conquistava as moças pedindo para participarem de um ensaio fotográfico, no entanto, ao entrar na mata, transformava-se e estrangulava-as com um cadarço de tênis. Confessou os crimes com frieza e por meio de testes psicológicos ficou constatado que o motoboy possui desvios de personalidade. Em 2002, após denúncia do Ministério Público, foi condenado a 107 anos de prisão por roubar e violentar nove mulheres que sobreviveram aos ataques e a mais 121 anos pelas mortes confessadas. Atualmente está preso na Penitenciária de Oswaldo Cruz, interior de São Paulo.

Chico Picadinho 

 Francisco Costa Rocha cometeu o primeiro assassinato em 1966, quando estrangulou e esquartejou a ex-bailarina austríaca Margareth Suida, usando faca, tesoura e gilete. Preso após ser denunciado pelo companheiro de apartamento, confessou o crime e foi condenado a 17 anos e seis meses de prisão. Depois de conquistar a liberdade condicional, passou apenas dois anos solto, quando cometeu novamente o mesmo tipo de crime, com outras quatro mulheres, conforme apurado nas investigações. A condenação subiu para 30 anos, 7 meses e 8 dias de prisão e hoje encontra-se no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Arnaldo Amado Ferreira, na cidade de Taubaté.

 Bandido da Luz Vermelha


João Acácio Pereira da Rocha começou na vida do crime cometendo pequenos furtos em Joinville, Santa Catarina, na década de 1950. Logo depois de ser preso, conseguiu fugir e veio para São Paulo, onde continuou cometendo os mesmos delitos; agora com a ajuda de uma lanterna de luz vermelha para acordar as vítimas e alcançar os objetos mais valiosos disponíveis nas residências – por isso o apelido. Apesar da luz e do lenço no rosto para esconder a aparência, Acácio descuidou-se das impressões digitais e foi descoberto pela Polícia Civil, sendo preso em 1967, quando foi localizado em Curitiba (PR). Durante o interrogatório, confessou o assassinato de quatro homens e foi condenado a mais de 300 anos, contabilizando cerca de 77 assaltos e sete tentativas de homicídio. Solto depois de cumprir a pena máxima de 30 anos, em 1997, foi morto durante uma briga com um tiro de espingarda.

Meneghetti 


Gino Amileto Meneghettichegou ao Brasil em 1913 fugido da Itália, sua terra natal, e se refugiou na cidade de São Paulo, onde se dedicava à prática de furtos qualificados, entrando nas residências por meio de arrombamento ou pelo telhado – por isso ficou conhecido como o “homem-gato”, “fantástico homem borracha”, ou ainda “homem dos pés de mola”. A primeira prisão e fuga ocorreram em 1914, sendo capturado novamente em 1926, ocasião em que foi condenado por 25 anos. Entre idas e vindas no cárcere, quando estava solto, aos 90 anos, tentou entrar numa casa pelo telhado e devido à fragilidade das telhas, caiu. Por conta da idade avançada foi liberado, mas dois anos depois, em 1970, voltou a ser preso quando forçava a porta de uma casa no bairro de Pinheiros, na capital paulista. Seis anos depois, aos 98 anos, morreu de mal súbito.

 Crime da Mala

José Pistone, imigrante italiano, desconfiava que sua mulher, Maria Mercedes Féa Pistone, grávida de seis meses, estava sendo infiel. Movido pelo ciúme, esganou Mercedes até a morte dentro de casa, na cidade de São Paulo, em 1928. Para se livrar do corpo, comprou uma grande mala, que depois seria despachada para o porto de Santos. Entretanto, passado um tempo, o corpo ficou enrijecido e, para acondicioná-lo, teve que quebrar o pescoço e cortar as pernas da mulher. Após ser despachada, a mala começou a cheirar mal dentro do navio, com destino a Bordeux (França), chamando a atenção dos navegantes. O malote foi então entregue a polícia, que durante as investigações conseguiu chegar ao nome do culpado por conta da nota fiscal da mercadoria. Com isso, Pistone foi condenado a 31 anos de prisão por homicídio e profanação de cadáver. Em 1948, vinte anos depois do crime, foi solto e se casou novamente em Taubaté, cidade em que morreu anos depois.

Outros crimes mais recentes estão previstos para entrar no acervo, entretanto, segundo a administração do local, a lista de nomes não pode ser divulgada para proteção da família dos envolvidos.

Fonte: Páginas-  Ultima Instância http://ultimainstancia.uol.com.br/
Imagens: Última Instância http://ultimainstancia.uol.com.br  Wordpress http://culturaefutebol.wordpress.com
Serviço: Museu da Polícia Civil – Museu do Crime
Praça Reynaldo Porchat, 219 – Cidade Universitária – Portão 1
Horário de visita: 13h às 17h, de terça a sexta-feira
Entrada Franca
Idade mínima: 16 anos
Telefone: (11) 3468-3300
*Para grupos com mais de 10 pessoas é necessário agendar com antecedência.

domingo, 24 de julho de 2011

Machu Picchu: A cidade símbolo do Império Inca

Machu Picchu (foto de 1911)
Machu Picchu , em quíchua Machu Pikchu, "velha montanha", também chamada "cidade perdida dos Incas", é uma cidade pré-colombiana bem conservada, localizada no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba, atual Peru. Foi construída no século XV, sob as ordens de Pachacuti. O local é, provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca, quer devido à sua original localização e características geológicas, quer devido à sua descoberta tardia em 1911. Apenas cerca de 30% da cidade é de construção original, o restante foi reconstruído. As áreas reconstruídas são facilmente reconhecidas, pelo encaixe entre as pedras. A construção original é formada por pedras maiores, e com encaixes com pouco espaço entre as rochas.
Consta de duas grandes áreas: a agrícola formada principalmente por terraços e recintos de armazenagem de alimentos; e a outra urbana, na qual se destaca a zona sagrada com templos, praças e mausoléus reais.
A disposição dos prédios, a excelência do trabalho e o grande número de terraços para agricultura são impressionantes, destacando a grande capacidade daquela sociedade. No meio das montanhas, os templos, casas e cemitérios estão distribuídos de maneira organizada, abrindo ruas e aproveitando o espaço com escadarias. Segundo a histórica inca, tudo planejado para a passagem do deus sol.
O lugar foi elevado à categoria de Património mundial da UNESCO, tendo sido alvo de preocupações devido à interacção com o turismo por ser um dos pontos históricos mais visitados do Peru.
Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, e a mais aceita afirma que foi um assentamento construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca e seu séquito mais próximo, no caso de ataque.

A HISTÓRIA:
Em 1865, no curso de suas viagens de exploração pelo Peru, o naturalista italiano Antonio Raimondi passou ao pé das ruínas sem sabê-lo e menciona o quão escassamente povoada era a região na época. Porém, tudo indica que foi por esses anos que a região começou a receber visitas por interesses distintos dos meramente científicos.
De fato, uma investigação em curso divulgada recentemente revela informação sobre um empresário alemão chamado Augusto Berns que em 1867 não só havia "descoberto" as ruínas mas também havia fundado uma empresa "mineira" para explorar os presumidos "tesouros" que abrigavam (a "Compañía Anónima Explotadora de las Huacas del Inca"). De acordo com esta fonte, entre 1867 e 1870 e com a aprovação do governo de José Balta, a companhia havia operado na zona e logo vendido "tudo o que encontrou" a colecionadores europeus e norte-americanos.
Conectados ou não com esta suposta empresa (cuja existência espera ser confirmada por outras fontes e autores) o certo é que nesta época que os mapas de prospecções mineiras começam a mencionar Machu Picchu. Assim, em 1870, o norte-americano Harry Singer coloca pela primeira vez em um mapa a localização do Cerro Machu Picchu e se refere ao Huayna Picchu como "Punta Huaca del Inca". O nome revela uma inédita relação entre os incas e a montanha e inclusive sugere un caráter religioso (uma huaca nos Andes antigos era um lugar sagrado).
Um segundo mapa de 1874, elaborado pelo alemão Herman Gohring, menciona e localiza em seu local exato ambas montanhas.
Por fim, em 1880 o explorador francês Charles Wiener confirma a existência de restos arqueológicos no lugar (afirma "há ruínas na Machu Picchu"), embora não possa chegar ao local. Em qualquer caso está claro que a existência da suposta "cidade perdida" não se havia esquecido, como se acreditava até há alguns anos.
Foi o professor norte-americano Hiram Bingham quem, à frente de uma expedição da Universidade de Yale, redescobriu e apresentou ao mundo Machu Picchu em 24 de julho de 1911. Este antropólogo, historiador ou simplesmente, explorador aficcionado da arqueologia, realizou uma investigação da zona depois de haver iniciado os estudos arqueológicos. Bingham criou o nome de "a Cidade Perdida dos Incas" através de seu primeiro livro, Lost City of the Incas. Porém, naquela época, a meta de Bingham era outra: encontrar a legendária capital dos descendentes dos Incas, Vilcabamba, tida como baluarte da resistência contra os invasores espanhóis, entre 1536 e 1572. Ao penetrar pelo cânion do Urubamba, Bingham, no desolado sítio de Mandorbamba, recebeu do camponês Melchor Arteaga o relato que no alto de cerro Machu Picchu existiam abundantes ruínas. Alcançá-las significava subir por uma empinada ladeira coberta de vegetação.
Quando Bingham chegou à cidade pela primeira vez, obviamente encontrou a cidade tomada por vegetação nativa e árvore. E também era infestada de víboras.
Embora céptico, conhecedor dos muitos mitos que existem sobre as cidades perdidas, Bingham insistiu em ser guiado ao lugar. Chegando ao cume, um dos meninos das duas famílias de pastores que residiam no local o conduziu aonde, efetivamente, apareciam imponentes construções arqueológicas cobertas pelo manto verde da vegetação tropical e, em evidente estado de abandono há muitos séculos. Enquanto inspecionava as ruínas, Bingham, assombrado, anotou em seu diário:
_Would anyone believe what I have found?" (Acreditará alguém no que encontrei?)

Depois desta expedição, Bingham voltou ao lugar em 1912 e, nos anos seguintes (1914 e 1915), diversos exploradores levantaram mapas e exploraram detalhadamente o local e os arredores.
Suas escavações, não muito ortodoxas, em diversos lugares de Machu Picchu, permitiram-lhe reunir 555 vasos, aproximadamente 220 objetos de bronze, cobre, prata e de pedra, entre outros materiais. A cerâmica mostra expressões da arte inca e o mesmo deve dizer-se das peças de metal: braceletes, brincos e prendedores decorados, além de facas e machados. Ainda que não tenham sido encontrados objetos de ouro, o material identificado por Bingham era suficiente para inferir que Machu Picchu remonta aos tempos de esplendor inca, algo que já evidenciava seu estilo arquitetônico.
Bingham reconheceu também outros importantes grupos arqueológicos nas imediações: Sayacmarca, Phuyupatamarca, a fortaleza de Vitcos e importantes trechos de caminhos (Caminho Inca), todos eles interessantes exemplos da arquitetura desse império. Tanto os restos encontrados como as evidências arquitetônicas levam os investigadores a crer que a cidade de Machu Picchu terminou de ser construída entre fim do século XV e início do século XVI.
A expedição de Bingham, patrocinada não somente pela Universidade de Yale como também pela National Geographic Society, foi registrada em uma edição especial da revista, publicada em 1913, contendo um total de 186 páginas, que incluía centenas de fotografias.

Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Machu_Picchu
Fotos: National Geographic Society inc. / Googles image.